Desafio de representar bem as empresas

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A liderança como forma de melhoria da representatividade e da representação sindical é o grande desafio para o Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio (Sicomércio), com destaque para a importância de se conseguir maior envolvimento das empresas com os sindicatos que as representam, ressaltou o consultor Sindical da Presidência da CNC, Renato Rodrigues, em palestra no segundo dia do Congresso Regional do Sicomércio – Edição Sudeste.

A liderança como forma de melhoria da representatividade e da representação sindical é o grande desafio para o Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio (Sicomércio), com destaque para a importância de se conseguir maior envolvimento das empresas com os sindicatos que as representam, ressaltou o consultor Sindical da Presidência da CNC, Renato Rodrigues, em palestra no segundo dia do Congresso Regional do Sicomércio – Edição Sudeste.

Renato Rodrigues destacou os projetos já desenvolvidos no âmbito do Plano Estratégico 2007-2020 da CNC com foco no fortalecimento dos sindicatos, como o Sistema de Excelência em Gestão Sindical (Segs) e a criação de sites dos sindicatos. Atualmente está em curso o desenvolvimento do Banco de Dados da Contribuição Sindical, que visa ser um banco confiável para subsidiar a cobrança da contribuição sindical, dando acesso a informações a respeito das empresas (localização, categoria econômica, porte, capital social e número de empregados).

O consultor Sindical da CNC mostrou também, em sua palestra, como o setor sindical teve que se adaptar, a partir da Constituição de 1988, definindo critérios que permitissem sua autogestão. De acordo com o histórico feito por Rodrigues, até a edição da atual Constituição Federal, de 1988, o governo tinha grande ingerência no setor, o que foi corrigido, tornando necessário que as entidades criassem as condições para atuar em um cenário de maior autonomia.

Rodrigues chamou a atenção para um tema sensível e importante para os empresários do comércio, que está em discussão no Congresso e que foi vetado pela presidenta Dilma Rousseff: o fim da multa de 10% do FGTS sobre o saldo da conta vinculada do trabalhador, devida pelo empregador, no caso de despedida sem justa causa.

A multa foi criada pela citada Lei Complementar nº 110/01, em função de uma negociação entre o governo federal, os empresários e os trabalhadores, com a finalidade exclusiva de custear um passivo – estimado à época em R$42 bilhões – gerado por decisões do Judiciário, segundo as quais os saldos das contas vinculados dos trabalhadores foram corrigidos a menor, em virtude do Plano Verão, de 1989, e do Plano Collor, de 1990.  Os empregadores assumiram o encargo de cobrir um passivo do FGTS decorrente de planos econômicos do próprio governo federal.

O ciclo de palestras do segundo dia foi finalizado com o chefe do Departamento de Planejamento da CNC, Daniel Lopez, falando sobre as ações e resultados do Plano Estratégico CNC 2007-2020, e a chefe da Assessoria de Comunicação, Cristina Calmon, e o designer da Confederação, Marcelo Vital, mostrando o trabalho feito na implantação da nova identidade visual das entidades do Sistema e a importância da adesão dos sindicatos ao novo padrão.

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