IPCA pode fechar 2013 com alta de 5,7%

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE e utilizado no regime de metas de inflação, registrou alta de 0,03% em julho. No mesmo período de 2012, o índice apresentou elevação de 0,43%. Foi o resultado mais baixo desde julho de 2010 (0,01%). No acumulado do ano, a inflação alcançou 3,2%, e em 12 meses chegou a 6,3%, ficando acima da meta do governo (4,5%).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE e utilizado no regime de metas de inflação, registrou alta de 0,03% em julho. No mesmo período de 2012, o índice apresentou elevação de 0,43%. Foi o resultado mais baixo desde julho de 2010 (0,01%). No acumulado do ano, a inflação alcançou 3,2%, e em 12 meses chegou a 6,3%, ficando acima da meta do governo (4,5%).

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) espera um comportamento mais favorável para a inflação nos próximos meses, em comparação ao primeiro semestre. A previsão da entidade é que o IPCA termine o ano de 2013 em torno de 5,7%. “Um menor choque de oferta, com a manutenção da safra de alimentos, e um cenário mais benigno para as commodities tendem, em curto prazo, a impedir uma alta mais forte dos preços de alimentos no período”, afirma o economista da CNC, Bruno Fernandes.

Entre os grupos analisados pelo IPCA, tiveram destaque as deflações de Alimentação, Vestuário e Transportes, que registraram recuos de 0,33%, 0,39% e 0,66%, respectivamente. Entre os fatores que influenciaram a queda dos preços dos alimentos está o efeito favorável da sazonalidade, com o fim das altas expressivas no custo de alimentos in natura, como hortaliças e frutas. No setor de vestuários, apesar da alta do dólar, as liquidações levaram os custos de bens semiduráveis e não duráveis a registrar queda em julho de -0,24% e -0,43% respectivamente. Após o governo revogar o aumento das tarifas dos transportes públicos, devido às manifestações populares, os preços também sofreram diminuição de 0,27% em julho. “Entretanto, mesmo em menor proporção, o mercado de trabalho ainda aquecido e o real desvalorizado podem impedir uma desaceleração maior da inflação nos últimos meses do ano”, acredita Bruno Fernandes.

No setor de serviços, o ritmo mais fraco da economia ainda não impactou positivamente os preços. O segmento alcançou uma alta de 0,66%, puxado principalmente pelo aumento do custo de empregado doméstico e aluguel residencial.

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