Destaque da edição:
Destaque da edição:
Para onde vai à economia brasileira? Incertezas domésticas e externas. Assim se resume o cenário atual da economia brasileira, o qual se confirma na grande volatilidade dos mercados. O Brasil continua sendo um dos principais destinos dos investimentos estrangeiros diretos, devido à combinação oportuna do grande potencial de seu mercado consumidor, da sua dotação rica em commodities e de avanços institucionais importantes. Porém, com a economia crescendo pouco, alguns problemas se tornam mais evidentes e a mudança do cenário externo não ajuda. O panorama internacional mudou. Com a perspectiva de redução dos intensos estímulos monetários dos Estados Unidos, devido à recuperação de sua economia, o dólar valoriza-se em relação às demais moedas. Por outro lado, a economia da China passa a apresentar um crescimento mais moderado, e esta perspectiva tem impactado as cotações de commodities e, por consequência, nos termos de troca da balança comercial brasileira.
Outras matérias:
Inflação freou as vendas no primeiro quadrimestre de 2013 – Segundo a pesquisa mensal de comércio do IBGE (PMC), o volume de vendas do varejo apresentou variação de +1,6% em relação a abril de 2012; a menor taxa para meses de abril em dez anos. As maiores altas ocorreram nos ramos de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+14,9%) e livros, jornais, revistas e papelaria (+12,7%). Por outro lado, as vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentaram o pior desempenho ante os demais setores (-5,4%), impedindo uma oscilação mais expressiva do indicador. No acumulado do ano, Mato Grosso do Sul (+13,2%), Rio Grande do Norte (+10,0%) e Paraíba (+9,8%) têm se destacado positivamente.
Mercado espera PIB de 2,5% – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central houve aumento na mediana das expectativas para o IPCA deste ano, subindo de 5,80% para 5,83%. As projeções para 2014 permanecem em 5,80% pela quinta semana consecutiva. Apesar de ambos os resultados esperados ainda estarem abaixo da inflação realizada em 2012 (5,84%), estão cada vez mais próximos, principalmente referente a 2013. No curto prazo, as estimativas são de 0,34% para junho, maior do que na semana anterior, e 0,30% para julho. As 5 instituições que mais acertam – TOP 5 – projetam IPCA de 0,36% para junho, maior do que o mercado espera, e 0,31% para julho, um pouco acima da mediana geral. Para a próxima reunião do Copom (dias 9 e 10 de julho), o mercado continua esperando um aumento de 0,50 pontos na meta para a taxa de juros Selic, subindo de 8,00% para 8,50%. As projeções de fim de período consideram outros aumentos ao longo do ano, totalizando mais 0,5 pontos, além do esperado para a próxima reunião. Neste caso, projeta-se que a Selic termine 2013 em 9,0%; esta mesma taxa é esperada para o final de 2014.
Dia dos namorados e comércio eletrônico – As vendas no comércio brasileiro na semana que antecede o Dia dos namorados, entre os dias 6 e 12 de junho, subiram 7,72%. O dado é extraído do banco de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). O Dia dos namorados é uma das oportunidades para o comércio alavancar as suas vendas e, neste ano, não foi diferente, se tornando a terceira mais importante semana do ano, atrás apenas do Natal e Dia das mães. A data que no Brasil é comemorada em 12 de junho, na maioria dos países ocorre em 14 de fevereiro, mas mexe igualmente com os sentimentos, cuja manifestação, além das demonstrações de afetividade, ocorre pela troca de presentes. No Reino Unido a data motiva 37 milhões de encontros, lotando e elevando o faturamento de restaurantes e hotéis e a venda de lingerie cresce 30%. Na França, uma pesquisa aponta que 85% das mulheres gostariam de ganhar um anel de brilhantes no Dia dos Namorados, mas na prática existe grande distância entre o desejo e a realização do mesmo.
Conselho da pequena empresa – SP – No dia 23 de maio passado os conselheiros reuniram-se na sede da Fecomércio-SP para mais uma reunião. Desta vez, o encontro teve como fim tratar da agenda e do planejamento do Conselho da pequena empresa para o segundo semestre. Para o próximo ciclo de eventos foram definidos cinco temas, um para cada reunião. Como o estabelecimento da cronologia dos seminários depende de espaço nas agendas dos que serão convidados, os conselheiros entenderam que as datas devam ser flexíveis. Desta maneira, os temas relativos à atuação das MPEs foram os seguintes: programa Emprega fácil do BNDES; pagamento de impostos; modelo israelense de empreendedorismo e desenvolvimento tecnológico; projetos de lei para as MPEs – o deputado presidente da Frente Parlamentar Mista das MPEs no Congresso Nacional será convidado; e o Projeto Poupa tempo do empresário.