Sumário Econômico 1321

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Destaque da edição:

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Percentual de famílias endividadas aumenta em maio – De acordo com a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada pela CNC, o percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 64,3% em maio de 2013, avançando em relação aos 62,9% observados em abril. Também houve alta na comparação anual. Em maio de 2012, 55,9% haviam declarado ter tais dívidas. O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso também aumentou na comparação mensal. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, entretanto, houve queda. O percentual de famílias inadimplentes alcançou 21,6% em maio de 2013, ante 21,5% em abril de 2013 e 23,6% em maio de 2012. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso apresentou trajetória semelhante, alcançando 7,5% em maio de 2013, ante 6,7% em abril de 2013 e 7,8% em maio de 2012.

 

Outras matérias:

Confiança dos empresários registra a maior queda em nove meses – O nível de confiança dos empresários do comércio recuou 3,3% em maio na comparação com o mesmo mês de 2012, registrando a maior queda nesta base comparativa desde agosto de 2012. O destaque negativo foi novamente o índice de condições atuais (Icaec), que retrocedeu 6,9% e, pela primeira vez em nove meses encontra-se abaixo dos 100 pontos. Em menor magnitude, o índice de expectativas (Ieec) acompanhou a queda na avaliação das condições correntes, registrando variação de -3,3%. O índice que mede a intenção de investimentos por parte dos empresários do comércio (Ieec) manteve-se praticamente inalterado em relação a maio de 2012 (+0,2%). Com este resultado, o Icec acumulou a décima primeira queda consecutiva na comparação interanual. Para 56,5% dos empresários pesquisados, as condições correntes da economia brasileira se deterioraram em relação ao mesmo período do ano passado (em abril, este contingente representava 51,5% dos entrevistados).

Produção industrial cresce pelo segundo mês – A produção industrial continuou a crescer a taxas positivas no mês de abril, segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE. Após aumentar 0,8% em março na comparação com o mês imediatamente anterior, a indústria aumentou 1,8% em abril, dados com ajuste sazonal. Apesar da taxa positiva, continuou abaixo do crescimento de 2,7% ocorrido em janeiro. A maior contribuição foi o aumento de 1,7% na indústria de transformação; a indústria extrativa avançou 0,3%. Dentre as categorias de uso, todas mostraram aceleração, sendo Bens de capital (+3,2%) a mais expressiva. Na comparação com abril de 2012, houve um aumento de 8,4%; o segundo resultado positivo do ano, o primeiro foi em janeiro (+5,5%). Este também foi o maior resultado nesta base de comparação desde agosto de 2010 (+8,6%). A maior influência foi o crescimento de 9,5% na indústria de transformação, enquanto a indústria extrativa recuou 8,3%. Assim como na análise anterior, todas as categorias de uso aumentaram e Bens de capital (+24,4%) foi o maior destaque.

Novas empresas em 2013 – Tendo em vista que a taxa correspondente ao fluxo de bens e serviços finais produzidos ano passado (0,9%) foi decepcionante para o mercado, à medida que ficou aquém do que se esperava no início de 2012, e com o resultado do PIB no 1º trimestre deste ano, no momento as estimativas para o desempenho da economia no corrente ano quando comparadas com igual período de 2012 apontam para um patamar tímido (em torno de ou ligeiramente acima do ano passado), sinal de que a atividade econômica vem-se resfriando, mantendo-se em processo de desaceleração do crescimento ou com dificuldades para expandir. Atualmente os indicativos de crescimento ficam para 2014, porque para os consumidores o começo de 2013 foi bem afetado pelos efeitos do avanço da inflação. Some-se ao cenário o peso dos juros, inflando dívidas e afetando a capacidade de pagamento dos orçamentos familiares, estes já reduzidos pela inflação, ao cumprir o papel de instrumento de contenção da demanda para combater a alta de preços.

Grupo de acompanhamento de implantação do Código Florestal – A Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, abriu a 110ª Reunião Ordinário do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) ressaltando a importância do novo Código Florestal (CF) que será acompanhado por representantes do governo e sociedade. Para garantir transparência e agilidade ao processo, a ministra instituiu por meio da Portaria nº 173, publicada em 22 de maio de 2013, no Diário Oficial da União (DOU) o Grupo de acompanhamento da implantação do Código Florestal, regulamentado pela Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. O Grupo tem a finalidade de acompanhar as ações e desdobramento da nova Lei. Também será responsável pela avaliação de sugestões e propostos de regulamentação da legislação. O Ministério do Meio Ambiente, responsável pela coordenação do grupo, poderá convidar a qualquer momento representações governamentais e civis que tenham relação com a temática a participar das discussões e atividades desenvolvidas.

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