Destaque da edição:
Destaque da edição:
Mais famílias endividadas em abril de 2013 – O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 62,9% em abril de 2013, avançando em relação ao de 61,2% observado em março. Também houve alta na comparação anual. Em abril de 2012, 56,8% haviam declarado ter tais dívidas. O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso também aumentou na comparação mensal. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, entretanto, houve queda. O percentual de famílias inadimplentes alcançou 21,5% em abril de 2013, ante 19,5% em março de 2013 e 23% em abril de 2012. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso apresentou trajetória semelhante, alcançando 6,7% em abril de 2013, ante 6,3% em março de 2013 e 6,9% em abril de 2012.
Outras matérias:
Confiança dos empresários cai pelo décimo mês consecutivo – O nível de confiança dos empresários do comércio recuou 0,8% entre abril de 2013 e o mesmo mês do ano passado. A principal responsável pelo décimo recuo do Icec nesta base comparativa foi, novamente, a avaliação das condições correntes, que recuaram 3,9% no período. Apesar da queda na satisfação com as condições atuais da economia e da própria atividade comercial, os planos de investimentos do setor, especialmente na contratação de funcionários, não foram comprometidos, dado o ainda elevado grau de confiança na recuperação econômica a médio prazo. Na comparação com abril de 2012, a insatisfação com nível de atividade econômica corrente recuou 6,7%, permanecendo como o item de pior avaliação em todo o Icec. Ainda que a queda deste item venha perdendo força nos últimos meses, seu comportamento tem acompanhado a deterioração da mediana das expectativas de crescimento econômico registradas pelo Banco Central do Brasil. Em abril do ano passado a expectativa de crescimento do PIB de 2013 era de 4,3% encontrando-se, atualmente, em 3,0%.
Produção industrial volta a crescer na comparação mensal – A produção industrial voltou a crescer a taxas positivas no mês de março, segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE. Após cair 2,4% em fevereiro na comparação com o mês imediatamente anterior, a indústria aumentou 0,7% em março, dados com ajuste sazonal. Apesar da taxa positiva, ficou abaixo do crescimento de 2,7% ocorrido em janeiro. Dentre as categorias de uso, apenas a de Bens de consumo semi e não duráveis (-0,5%) recuou, todas as outras avançaram, sendo Bens de consumo duráveis (+4,7%) a mais expressiva. O primeiro trimestre do ano aumentou 0,8% em relação ao trimestre anterior. Apesar de a indústria geral ter obtido resultado positivo, houve retração de 7,3% na indústria extrativa. Enquanto a indústria de transformação avançou 1,5%.
Salário nas MPEs – Unidade mais rica da Federação brasileira, reconhecidamente uma potência agroindustrial maior do que inúmeros países, responsável por praticamente um terço do produto nacional, é natural que São Paulo se destaque do restante do Brasil em muitos aspectos, demonstrando a sua pujança. Do ciclo do café à industrialização tardia, fora a influência política, a história da formação industrial do Estado se imiscui com o desenvolvimento da economia brasileira e a formação do parque produtivo. No comércio exterior, na geração de renda, no progresso tecnológico e na qualidade de vida, por exemplo, São Paulo contribui sobremaneira para o aumento do peso da importância da Região Sudeste para o País. No empreendedorismo e nas micros e pequenas empresas, mostra também força, puxando a média nacional para cima, auxiliando para que os dados gerais tornem-se melhores – considerando muitas vezes que as informações geradas pela economia podem revelar realidade à parte diante da magnitude, extensão e projeção dos dados. Com relação a isto não é de surpreender o corte feito pela pesquisa do Sebrae- SP no tocante à economia paulista, a respeito dos indicadores do mercado de trabalho nas MPEs.