O diretor de Relações do Trabalho da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Magnus Ribas Apostólico, destacou que o movimento sindical evoluiu de um cenário sem diálogo, para chegar a um posicionamento das entidades sindicais dos trabalhadores muito reivindicatória e grevista, até chegar a um cenário mais propositivo, com participação, consultas e parcerias. A afirmação foi feita na tarde desta sexta-feira, 19 de abril, no Encontro Regional de Negociadores da CNCC, em Salvador.
O diretor de Relações do Trabalho da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Magnus Ribas Apostólico, destacou que o movimento sindical evoluiu de um cenário sem diálogo, para chegar a um posicionamento das entidades sindicais dos trabalhadores muito reivindicatória e grevista, até chegar a um cenário mais propositivo, com participação, consultas e parcerias. A afirmação foi feita na tarde desta sexta-feira, 19 de abril, no Encontro Regional de Negociadores da CNCC, em Salvador.
Ribas discursou no painel “Aspectos Comportamentais da Negociação Coletiva”. “Hoje os trabalhadores querem garantias de emprego, salário e condições de trabalho, mas ainda não temos uma uniformidade de cenários no universo sindical”, afirmou Ribas. Segundo ele, com as súmulas do TST temos uma volta no tempo. “Estamos impedidos de negociar. O não-acordo não ameaça as entidades sindicais, porque se nada for revisto, prevalecerá um acordo automaticamente renovado”, disse.
O diretor da Febraban disse ainda que é preciso um comportamento mais aceitável na mesa de negociação. “É preciso que tiremos deste processo difícil, o máximo dele com o mínimo de confronto. O que se espera da negociação é que tenhamos, de forma clara, estratégias, limites e práticas estabelecidas. Ninguém vai para a mesa de negociação sem isso, porque a chance de enveredar pelo caminho errado, dando o que não se pode e não obtendo o que se precisa, é enorme”, completou Ribas.
Situação inédita
Para Alencar Naul Rossi, diretor da consultoria Alencar Rossi Negociações Coletivas, a situação é inédita no cenário. “Esta é a hora de preparar equipes para enfrentar uma situação jamais vista no Brasil. Nunca tivemos taxa de desemprego tão baixas, custos tão altos, e pressões sindicais no nível que enfrentamos hoje. Portanto, é agora que precisamos de equipes preparadas para enfrentar sindicatos, centrais, o Ministério Público do Trabalho, a Justiça do Trabalho, com gente pronta para negociar. É aí que vamos ver quem vai sucumbir e quem vai sobreviver”, declarou Alencar, no mesmo painel.