Empresários devem ser mais participativos, defende José Pastore

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O consultor José Pastore alertou hoje (05/04), em palestra aos participantes do I Congresso Regional do Sicomércio, em Florianópolis, sobre a importância da articulação e da participação crescente dos empresários no processo democrático. “Parece não ser tão óbvio, especialmente para o setor empresarial, que, num estado de democracia como o que vivemos, é preciso agir dia e noite pra poder levar seus interesses a serem aprovados e implementados em favor do País, dos trabalhadores e da sociedade em geral”, disse.

O consultor José Pastore alertou hoje (05/04), em palestra aos participantes do I Congresso Regional do Sicomércio, em Florianópolis, sobre a importância da articulação e da participação crescente dos empresários no processo democrático. “Parece não ser tão óbvio, especialmente para o setor empresarial, que, num estado de democracia como o que vivemos, é preciso agir dia e noite pra poder levar seus interesses a serem aprovados e implementados em favor do País, dos trabalhadores e da sociedade em geral”, disse.

Pastore afirmou que essa iniciativa deve começar dentro da empresa, desenvolvendo uma conduta de muita aproximação com os empregados, conversando sobre a economia brasileira, a importância de ser produtivo e competitivo, o que vem sendo feito pela concorrência e o que pode acontecer com o emprego. Especialista no tema Relações do Trabalho, área em que é professor na Universidade de Campinas (Unicamp), Pastore falou a cerca de 160 dirigentes sindicais dos Estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Ele aconselhou, ainda, o empresário a manter contato permanente com a entidade à qual está ligado. Se for presidente de sindicato, é preciso conversar intensamente com a federação e com a confederação do setor, com entidades congêneres. “E não só conversar, mas agir, ter planos conjuntos, participar de eventos importantes, falar com os poderes públicos e, finalmente, ter uma estratégia de mídia, de presença na sociedade brasileira, para mostrar que os empresários têm interesse comum em relação ao País, e não o contrário: a empresa só prospera se a nação prosperar.”

Em relação ao tema do encontro – A liderança como instrumento de melhoria da representatividade e da representação sindical –, José Pastore afirmou que a posição de líder é estratégica. “Costuma-se dizer que a liderança é uma qualidade das pessoas, isto é, uma virtude nata, mas não é bem assim: as lideranças podem ser treinadas e desenvolvidas”, argumentou. De que maneira? Para ele, provendo a pessoa de informações adequadas, objetivas, transferindo técnicas pedagógicas, de exposições de ideias, tornando-a boa comunicadora. “E isso é muito urgente no setor empresarial, porque a área laboral vai muito bem nesse campo.”

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