Inflação é o principal desafio do governo

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A inflação é o grande risco da economia nacional, alertou o chefe da Divisão Econômica da CNC, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, em palestra nesta quinta-feira (04/04) no Painel Econômico Brasileiro, primeira atividade do Congresso Regional do Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio (Sicomércio), que se realiza até amanhã, em Florianópolis.

A inflação é o grande risco da economia nacional, alertou o chefe da Divisão Econômica da CNC, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, em palestra nesta quinta-feira (04/04) no Painel Econômico Brasileiro, primeira atividade do Congresso Regional do Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio (Sicomércio), que se realiza até amanhã, em Florianópolis.

As previsões do economista são que, neste ano, a inflação chegue a 5,7%, enquanto o comércio vai crescer entre 6% e 6,5% – “o que é um bom resultado” –, e que a indústria deve variar entre 2% e 2,5%. O principal desafio do governo, a seu ver, é a taxa de inflação do ano que vem, que poderá chegar a 6,5%. “O que fará, neste ano, o Banco Central? Vai agir para subir taxa de juros ou não? Mas elevar juros não é suficiente. O importante é o governo cortar suas despesas e contrair o crédito público”, argumentou.

Para Carlos Thadeu, é preciso sempre avaliar a economia mundial e comparar com a economia doméstica. Em sua palestra, ele mostrou números mostrando que a situação internacional no momento é difícil, que a economia vai crescer menos que o esperado, que a crise do Chipre abalou as estruturas da União Europeia e que o crescimento dos Estados Unidos será menor que o esperado. “O Brasil, ao contrário, mostra bons resultados econômicos, mas deve crescer só entre 3% e 3,5% do PIB”, comparou.

“Acho que o Brasil está indo bem. Apesar da crise financeira mundial, o País conseguiu, nos últimos anos, baixar sua dívida pública, está com déficit menor e tem atividade econômica, mesmo lenta, que não é fraca”, ponderou. Ele projeta que, em 2013, o emprego continuará em alta e haverá crescimento da massa de salários. Em qualquer circunstância, o Brasil está melhor do que muitos países e terá sucesso econômico, “mas poderia ser muito melhor, se tivesse feito as reformas previdenciária e fiscal, por exemplo”.

O chefe da Divisão Econômica da CNC disse, ainda, que é preciso aumentar os investimentos. “O governo tem feito o possível baixando os impostos de certos produtos, como ocorreu no caso dos automóveis, mas isso não é suficiente. Importante é aumentar a produtividade; e isso demanda algum tempo.” Para Thadeu, o Brasil está numa situação muito favorável na comparação com o restante do mundo, mas permanece a preocupação inflacionária. As principais restrições ao crescimento econômico sustentável da economia brasileira é a escassez de poupança interna, que leva a um baixo nível de investimento e à baixa produtividade do trabalho num ambiente de redução do desemprego.

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