A Rede Sesc-Senac de Teleconferência promoveu, em 6 de novembro, um amplo debate sobre o tema: Jovens e drogas: a sociedade em busca de soluções, com a participação de Nara Santos, oficial do escritório brasileiro do Programa das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC); Esmeralda Ortiz, jornalista e escritora; e Fernando Sobhie Diaz, médico e especialista de Gestão em Saúde da Superintendência de Atenção Básica da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro.
A Rede Sesc-Senac de Teleconferência promoveu, em 6 de novembro, um amplo debate sobre o tema: Jovens e drogas: a sociedade em busca de soluções, com a participação de Nara Santos, oficial do escritório brasileiro do Programa das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC); Esmeralda Ortiz, jornalista e escritora; e Fernando Sobhie Diaz, médico e especialista de Gestão em Saúde da Superintendência de Atenção Básica da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro. Mais de 180 perguntas foram enviadas ao vivo pelos telespectadores e houve 48 interações com o público via twitter.
Durante duas horas de transmissão dos estúdios do Condomínio Sesc-Senac, no Rio de Janeiro, para mais de 400 salas e auditórios espalhados pelos estados brasileiros, foram discutidos os impactos sobre o uso das drogas ilícitas pelos jovens, o consumo cada vez maior do crack em nossa sociedade e as formas de tratamento da dependência química. A jornalista Bárbara Pereira mediou o debate, traduzido na Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Nara lembrou que, somente em 1998, as relações dos usuários com as drogas passaram a vigorar na agenda do organismo internacional. “O debate se amplia na sociedade e passamos a abordar desde a prevenção à redução dos danos sociais causados pelas drogas. Um dos maiores problemas é que muitos usuários vivem na ilegalidade e se envolvem com o tráfico e a violência, o que dificulta a reabilitação”, explicou.
Para Esmeralda, ex-viciada em crack por 12 anos, a falta de aceitação, os conflitos internos e a curiosidade são alguns dos motivos que levam o jovem ao contato com as drogas. “A pessoa é solitária, mas quando coloca uma máscara, torna-se segura e acha que pode tudo, mas na verdade vira um escravo daquela situação”, afirmou.
Os alunos da Escola Sesc de Ensino Médio gravaram perguntas para a teleconferência. Uma delas, sobre o tempo de recuperação do drogado, foi respondida por Fernando, que destacou a importância da família e da comunidade. “O tempo varia muito e as drogas lícitas (álcool, psicotrópicos e fumo) ainda são graves problemas de saúde pública que demandam campanhas, recursos e longos tratamentos.”
De acordo com o médico, é necessário constituir uma rede social para proteção de vulnerabilidades dos usuários de drogas: “A criação de serviços comunitários para tratamento de transtornos psíquicos, como o modelo de cuidado integral desenvolvido pelos Centros de Atenção Psicossocial, no Rio de Janeiro”, sugeriu.