Sumário Econômico 1292

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Destaques:

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Intenção de Consumo das Famílias recua no ano – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou leve aumento de 0,2% (135,6 pontos), na comparação com o mês imediatamente anterior e recuo de 1,0% em relação a agosto de 2011. Os altos níveis de comprometimento de renda e da inadimplência ainda impedem uma escalada mais forte da disposição ao consumo. Além disso, mesmo com a manutenção do aumento real da renda e da baixa taxa de desemprego, as incertezas quanto aos impactos da desaceleração econômica no mercado de trabalho refletiram sobre a confiança das famílias, na comparação anual. Os índices se mantêm acima da zona de indiferença (100,0 pontos), indicando um nível favorável de consumo. Na comparação anual, após sete meses, a Intenção de Consumo das Famílias apresentou variação negativa (-1,0%), puxada pela maior cautela em relação ao mercado de trabalho.

Déficits comerciais e desenvolvimento nos EUA – Nos EUA – diferentemente do Brasil – os grandes déficits na balança comercial estão associados a períodos de crescimento econômico, lado a lado à valorização da moeda. Por outro lado esses déficits diminuem durante os períodos de recessão. Ao demonstrar isso podemos citar os períodos de 1974/75; 1979/80; 1990/91; 2001 e, especialmente, 2009, quando as importações caíram de US$2,54 trilhões para US$1,96 trilhões. Embora as exportações também tenham declinado naquele ano, o total do déficit comercial foi reduzido de US$700 bilhões em 2008, para US$380 bilhões em 2009. Ou seja, o poder do mercado interno norte-americano é tão forte que, ao experimentar uma crise – como a de 2009 – diminui a sua demanda por bens importados de forma significativa, impactando de forma positiva as contas comerciais do País. Paralelamente, a valorização do dólar também desempenha um papel importante nessa equação. Os períodos recentes de grandes déficits na balança comercial – 1984/85 e 2005/06 – coincidem com uma moeda valorizada, baixo crescimento das exportações, mas de apreciável crescimento econômico.

Crise europeia em discussão – Na reunião realizada dia 16 deste mês na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) foi debatida a crise econômica na Europa e seu impacto mundial. Entre os especialistas internacionais convidados estavam Giorgio Trebeschi, responsável pelo Banco Central da Itália, o Cônsul Econômico da França, Stéphane Mousset, e o Cônsul Geral Adjunto da Alemanha, Rainer Müller. O presidente do Conselho Superior de Economia da Fecomércio-SP, Paulo Rabello de Castro, coordenou o encontro e iniciou dando suas perspectivas para o futuro. Para ele, o Brasil tem se beneficiado da crise, com a elevação dos preços das commodities, e deve aproveitar a situação para, principalmente, reformar o sistema tributário.

Greve dos servidores federais e o comércio exterior – A paralisação dos funcionários públicos federais tem causado prejuízos vultosos às empresas brasileiras importadoras e exportadoras. A operação padrão e a greve dos fiscais da Receita Federal, dos funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além dos técnicos do Ministério da Agricultura (Mapa), órgãos anuentes à entrada de produtos no País, dificultam ou mesmo impedem o trânsito de bens pelos portos, aeroportos e rodovias. Com o grande volume de operações por via portuária, a lentidão nos despachos impede que os navios atracados nos portos brasileiros possam descarregar as mercadorias.

Pesquisa web sobre compras governamentais MPEs – Recentemente foi lançada na web uma pesquisa tratando das vendas das MPEs para o setor público – os três níveis de Governo. Na última reunião ordinária do CT Compras Governamentais ficou combinado que as entidades do Fórum Permanente das MPEs divulgarão o questionário para seus representados, a fim de que as empresas possam preenchê-lo. A pesquisa é fruto do trabalho das entidades no CT Compras Governamentais, coordenado pela CNC junto com o Ministério da Fazenda. O objetivo do questionário é identificar os principais gargalos que têm dificultado a participação das MPEs nas compras governamentais nas esferas nacional, estadual e municipal. Após a compilação das respostas, ações futuras sobre compras governamentais deverão ser derivadas, visando ampliar a participação das MPEs nas aquisições públicas, procurando eliminar entraves.

 

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