No artigo Retrocesso do liberalismo econômico, o presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, aborda os questionamentos feitos ao liberalismo econômico após a crise de 2008, ressaltando a necessidade de uma maior fiscalização e regulação por parte do Estado, principalmente em relação ao sistema financeiro que, em sua visão, “adquir
No artigo Retrocesso do liberalismo econômico, o presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, aborda os questionamentos feitos ao liberalismo econômico após a crise de 2008, ressaltando a necessidade de uma maior fiscalização e regulação por parte do Estado, principalmente em relação ao sistema financeiro que, em sua visão, “adquiriu uma acintosa prevalência sobre a economia real”.
Para Oliveira Santos, a crise de 2008 pouco nos ensinou em termos de teoria econômica, mas deixou uma lição dramática: o liberalismo econômico foi posto em cheque e nem os mais ortodoxos economistas são capazes de defendê-lo sem reservas. Neste cenário, observa o presidente da CNC, o grande risco é “o ressurgimento dos socialistas, mancomunados com fanáticos ambientalistas, que vão ao extremo ideológico de propor o fim da empresa privada e do direito à propriedade, a essência do capitalismo”. Segundo Oliveira Santos, trata-se de uma perniciosa confusão. “O erro não está no capitalismo privado, mas no excessivo liberalismo e na falta de adequada regulação e eficiente fiscalização da parte do Estado. Cabe ao Estado corrigir essas distorções”.