A humildade de Durval Dantas impressiona tanto quanto sua história. Da roça em Carnaúba dos Dantas, um município com pouco mais de 7 mil pessoas no Rio Grande do Norte, o menino tornou-se dono de uma das maiores redes varejistas do Nordeste – o grupo Maré Mansa, que emprega cerca de 1 mil pessoas em 80 lojas espalhadas pelo País. Ele foi convidado para contar, na tarde de 18 de maio, a sua trajetória e o seu crescimento profissional aos sindicalistas que participam do 28º Encontro Nacional de Sindicatos Patronais, em Natal, no Rio Grande do Norte.
A humildade de Durval Dantas impressiona tanto quanto sua história. Da roça em Carnaúba dos Dantas, um município com pouco mais de 7 mil pessoas no Rio Grande do Norte, o menino tornou-se dono de uma das maiores redes varejistas do Nordeste – o grupo Maré Mansa, que emprega cerca de 1 mil pessoas em 80 lojas espalhadas pelo País. Ele foi convidado para contar, na tarde de 18 de maio, a sua trajetória e o seu crescimento profissional aos sindicalistas que participam do 28º Encontro Nacional de Sindicatos Patronais, em Natal, no Rio Grande do Norte.
Durval tinha 12 anos quando o pai ficou doente e ele, decidido, comunicou à família que iria para “o sul” buscar o sustento dos sete irmãos, pai e mãe. Foi parar em Goiás e em Minas Gerais, onde, em meio a altos e baixos, levou 8 anos para conseguir juntar dinheiro, e voltar à terra natal.
Mas o retorno não
Na sequência, o empresário Durval José Dantas ministrou sua palestra, onde explicou sua história de vida e como conseguiu superar as inúmeras dificuldades do dia-a-dia. Natural de Carnaúba dos Dantas (RN), ainda criança, ele precisou começar a trabalhar. Uma grave doença acometeu seu pai e por isso, Durval precisou sustentar os sete irmãos, trabalhando na roça. A vida era muito dura e por ter muita responsabilidade desde cedo, não teve acesso à escola. Para não ver sua família passar necessidade, aos 20 anos partiu para Goiás em um pau de arara.
Contudo as dificuldades continuaram. Morou de favor em muitos lugares e passou por diversos empregos. Fazia “bicos” e voltou a trabalhar no roçado. Recebeu uma promessa para trabalhar em Minas Gerais, lugar para onde resolver partir. Lá Durval trabalhou como vendedor ambulante, onde vendia produtos em cima de uma bicicleta para um conhecido. Esse foi outro trabalho que não deu certo pois a concorrência com as grandes lojas no sudeste já era desleal. Em Minas, ele chegou a dormir em cima de palhas de milho.
“Passei por muitas dificuldades na minha vida. Em alguns momentos cheguei a me desesperar, mas quando isso ocorria, a sorte voltava a me ajudar. Nunca desisti de nada e graças a Deus, consegui vencer na vida. Espero que minha história sirva de exemplo para os jovens, para que eles batalhem pois o sucesso sempre chega para quem luta”, afirma o empresário.
Durval José Dantas hoje é o dono da “A Maré Mansa”, uma das maiores empresas de móveis do nordeste. Além das 75 lojas de móveis, ele tem cinco centros de distribuição, uma rede de loja de calçados e confecções, gerando mil empregos diretos. Mas ele ainda pensa em crescer mais: “estou me preparando para montar uma empresa de venda de motos, caminhões e carros de luxo aqui no RN”, finaliza.
A última palestra do dia foi proferida pelo também empresário Jussier Ramalho, que apresentou seu case “Superando limites”. No encerramento do encontro os participantes participaram do “Pinga-Fogo”, um resumo das palestras ao longo dos três dias do evento e uma discussão aberta onde todos os congressistas puderam participar, fazendo perguntas e enviando sugestões para a organização do 28º ENSP.