Confira o discurso na íntegra:
Excelentíssimo senhor Ricardo Motta, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte, prezado amigo Marcelo Fernandes de Queiroz, presidente da Fecomércio do Rio Grande do Norte e anfitrião deste Encontro, prezados presidentes e companheiros dos Sindicatos do Comércio, minhas senhoras e meus senhores, é com muita honra e alegria que recebo o título de Cidadão Norte-Rio-Grandense, outorgado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte.
Confira o discurso na íntegra:
Excelentíssimo senhor Ricardo Motta, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte, prezado amigo Marcelo Fernandes de Queiroz, presidente da Fecomércio do Rio Grande do Norte e anfitrião deste Encontro, prezados presidentes e companheiros dos Sindicatos do Comércio, minhas senhoras e meus senhores, é com muita honra e alegria que recebo o título de Cidadão Norte-Rio-Grandense, outorgado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte.
Agradeço, sensibilizado, a homenagem ora prestada e cumprimento todos os parlamentares, na pessoa de seu ilustre presidente, Dr. Ricardo Motta, pela gentileza da honraria com que fui distinguido.
Desejo registrar que é um privilégio e uma grande satisfação estar presente a este Encontro dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, ao qual comparecem os presidentes e representantes de 900 sindicatos integrantes do Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio.
Esta é, sem dúvida, uma demonstração da força dos sindicatos, que unem empresas e buscam soluções para o setor.
Nos últimos 30 anos, o Brasil experimentou um extraordinário desenvolvimento econômico, político e social. A Constituição da República de 1988 consolidou no País uma sólida democracia e uma garantia de segurança jurídica, sob as quais vem se realizando uma política consistente de estabilidade econômica, interna e externa.
Os avanços sociais permitiram e estão permitindo uma significativa inclusão social, respaldada por uma consistente melhoria dos padrões de consumo de uma ampla classe média e maior participação dos rendimentos do trabalho na distribuição da renda nacional.
Cabe assinalar, entretanto, que esta reunião, que nos traz à bela e progressista capital do Rio Grande do Norte, realiza-se, hoje, em um momento de alta volatilidade da conjuntura econômica mundial, inserida em um contexto de amplas incertezas e desafios.
A crise econômica mundial, iniciada nos Estados Unidos em 2007, estendeu-se com maior força pela Europa, há três anos mergulhada em uma dolorosa estagnação, que se expressa para os jovens na faixa de 15 a 25 anos no mais alto nível histórico de desemprego, com impressionantes índices de 51% na Grécia e na Espanha e de 36% em Portugal e na Itália.
A julgar por esse diagnóstico, tudo indica uma lenta recuperação da economia norte-americana e uma longa estagnação da economia europeia.
O Brasil vem apresentando alguns sinais de redução das atividades econômicas. Há mais de um ano que a indústria nacional vem sinalizando uma preocupante tendência de declínio. No 1º trimestre deste ano, a produção industrial registrou uma queda de 3% em comparação com o mesmo período do ano passado. A produção da indústria automobilística, carro-chefe da indústria nacional, sofreu um recuo de 15,5% em abril, em relação a março, e de 10,8% no acumulado do 1º quadrimestre.
As condições climáticas, nos últimos meses, também afetaram a produção agrícola, principalmente no sul do País e no semiárido nordestino, que enfrenta a maior seca em 30 anos; segundo noticiário da imprensa, 525 municípios da região encontram-se em estado de emergência.
Nesse contexto da economia nacional, é auspicioso registrar a sólida situação das atividades comerciais, que, nas últimas décadas, vêm registrando forte expansão.
No ano passado, o volume de vendas no varejo teve uma expansão de 6,6%, e, neste ano, até fevereiro, vem crescendo a uma taxa de 5,4%.
O desempenho do comércio nesse cenário merece, sem dúvida, uma nota alvissareira, pois tem demonstrado, na conjuntura atual, a maior força de sustentação da economia nacional, tanto pelo crescimento do mercado interno quanto pela expressiva expansão de nosso comércio exterior.
No Brasil, nosso sistema muito tem feito em prol de que o trabalhador do setor do comércio de bens, serviços e turismo conquiste uma situação destacada na sociedade, por meio dos cursos de formação profissional oferecidos pelo Senac e do desenvolvimento de programas nas áreas de educação, cultura, saúde, esporte e lazer, proporcionados pelo Sesc.
Esses são fatores importantes, que contribuem para que o trabalhador tenha um emprego de qualidade.
E assim deve continuar, nos próximos anos, por meio de uma proveitosa cooperação dos setores produtivos com as autoridades governamentais, como também de um harmonioso relacionamento com as instituições trabalhistas.
Por tudo isso, penso que devemos festejar esta nossa reunião em Natal como um alvissareiro encontro de união e progresso da classe empresarial do comércio.
Muito obrigado.
Antonio Oliveira Santos