Capitalismo, mercado e democracia – As vicissitudes por que passam os países da União Europeia, cristali¬zadas na queda da atividade econômica e no desemprego, nos levam a refletir sobre a eficácia das reformas que estão sendo anunciadas.
Capitalismo, mercado e democracia – As vicissitudes por que passam os países da União Europeia, cristali¬zadas na queda da atividade econômica e no desemprego, nos levam a refletir sobre a eficácia das reformas que estão sendo anunciadas. Não há como estabe¬lecer um paralelo com a década de 1930, quando um deliberado déficit nas contas públicas, com o propósito de financiar investimentos em obras de infraestrutu¬ra, buscava compensar a débil demanda por bens e serviços no setor privado, reanimando assim o nível de emprego da economia, conforme receita exposta na Teoria Geral de Keynes. Acontece, hoje, que a maioria dos países do Primeiro Mundo está com as contas públicas desarrumadas, sobrecarregadas por elevados déficits, que requerem o pagamento de altas taxas de juros ape¬nas para “rolar a dívida”. Assim, não há como recorrer, no momento atual, à abordagem keynesiana para gerar cres¬cimento e emprego, sem correr o risco de uma maré inflacionária.
Liberdade econômica – Quando, devido ao mau tempo, sobe o preço dos legumes e hortaliças para compensar a redução da quantidade ofertada, no momento seguinte, a situação se inverte. Diante de preços mais altos, os consumido¬res compram menos e o lucro maior leva os agricultores a produzirem mais, refazendo logo adiante o equi¬líbrio dos preços. As maiores imperfeições, sabidamen¬te, estão no sistema financeiro, no qual a liberdade operacional excessiva, estimulada pela informática, levou a grandes abusos e desvios de finalida¬de, que terminaram na insolvência e na falência de importantes instituições financeiras, com enormes prejuízos para os depositantes e investidores. Daí que o sistema financeiro não pode ter liberdade incondicional; ele preci¬sa ser fiscalizado e submetido a rígi¬dos controles e limites operacionais. Como, aliás, recomendam os Acordos da Basileia.
A grande crise da dívida e suas implicações para a economia brasileira –Durante décadas, o mundo desen¬volvido cresceu com base numa explosão creditícia que resultou em um elevado nível de alavancagem fi¬nanceira das famílias e dos governos. Os últimos acabaram absorvendo as dívidas do setor bancário, transfor¬mando uma crise de endividamento numa crise de solvência fiscal. O Brasil passou muito bem pela pri¬meira fase da crise em 2008, tendo crescido a uma média de 4% nos últi¬mos cinco anos. Somente nos últimos dez anos, 30 milhões de brasileiros ascenderam à classe média e bilhões de dólares entraram no País na forma de investimentos diretos. Esse cenário favorável de crescimento econômico se deu em um período no qual os preços das commodities apresentaram trajetória de alta. Com isso, os chama¬dos termos de troca, isto é, o preço das exportações brasileiras relativamente às importações, subiu consideravel¬mente, turbinando o poder de compra do brasileiro.
Brasil – EUA: preocupações à vista –Segundo informações recebidas do Brazil Industries Coalition (BIC), o Brasil poderá perder um grande parceiro no congresso norte-americano, contumaz defensor das relações bilaterais entre Brasil e EUA. Trata-se do Senador Richard Lugar (Rep. Indiana), que está con-correndo à reeleição este ano e, de acordo com as pesquisas, talvez nem passe das eleições primárias em In¬diana, seu estado. Lugar é o Senador Republicano mais antigo e, se for reeleito, poderá ser indicado como Presidente “pro tempo-re” do Senado, caso os Republicanos retomem a maioria. Trata-se do segun¬do cargo mais importante do Senado dos EUA, sendo que o principal é exercido pelo Presidente do Senado, ocupado pelo Vice-Presidente do país.