Patentes, propriedade intelectual e riqueza – Os norte-americanos, mais do que ninguém, há muito descobriram que a essência do valor e da geração de riqueza mora na pesquisa e no de¬senvolvimento, na integração entre universidade e empresa, na criação de tecnologia e na busca pela excelência. Há 125 anos foram lançados os pri-meiros acordos mundiais de proteção à propriedade intelectual: a Conven¬ção de Paris sobre Patentes e Marcas Comerciais e a Convenção de Berna sobre Copyright.
Patentes, propriedade intelectual e riqueza – Os norte-americanos, mais do que ninguém, há muito descobriram que a essência do valor e da geração de riqueza mora na pesquisa e no de¬senvolvimento, na integração entre universidade e empresa, na criação de tecnologia e na busca pela excelência. Há 125 anos foram lançados os pri-meiros acordos mundiais de proteção à propriedade intelectual: a Conven¬ção de Paris sobre Patentes e Marcas Comerciais e a Convenção de Berna sobre Copyright. Os dois tratados – embora completamente modificados por emendas – continuam em vigor, depositados na Organização Mundial da Propriedade Intelectual, conviven¬do ao lado de outros 22 acordos (que cobrem desde direitos de propriedade intelectual na internet até o uso do símbolo dos cinco anéis olímpicos), inclusive com o basilar Acordo de Comércio em Propriedade Intelectual da Organização Mundial do Comércio (OMC), referendado há 18 anos.
Poupança externa e o financiamento do Balanço de Pagamentos – O Banco Central (Bacen) prevê que, este ano, o deficit nas transações correntes, conta que registra as trocas de bens e serviços entre o Brasil e o mundo, chegará a US$ 65 bilhões, 2,46% do PIB. Se esse valor se concre¬tizar, o crescimento do saldo negativo será de 23,5% em relação aos US$ 52,6 bilhões de deficit auferidos em 2011. O Bacen também estima que os inves¬timentos externos no Brasil, o principal canal de ingresso de recursos para fi¬nanciar o Balanço de Pagamentos (BP), devem alcançar US$ 69,9 bilhões. No ano passado, o total de investimentos externos (diretos e em carteira) foi de US$ 114,3 bilhões. Portanto, observaría-mos uma redução de aproximadamente 39%. Os investimentos externos diretos terão redução de quase 25% e passarão a representar 1,89% do PIB, quando, em 2011, foram 2,69%. A queda nos investimentos em carteira será mais significativa, em torno de 85%.
Analistas esperam o fim do ciclo de cortes dos juros já em abril – Com o corte de 0,75 ponto na meta da taxa Selic ocorrido na última reunião do Copom e a Ata disponibi¬lizada pelo Banco Central, o mercado, segundo a pesquisa Focus, agora acre¬dita que ocorra outro corte de mesma proporção já na próxima reunião, e, assim, termine o ciclo de cortes iniciado no final de agosto de 2011. Dessa forma, a taxa terminaria o ano de 2012 a um nível de 9,0%. Para 2013, a mediana das expectativas dos investidores per¬maneceu em 10,0%, com aumento de um ponto ao longo do ano. Essas são as menores projeções relativas à Selic para o biênio desde abril de 2011.
Sistema Declaratório Anual de Resíduos (Sinir) – A implantação do Sistema Declaratório Anual de Resíduos (Sinir), previsto no artigo 8º, inciso II, da Lei nº 12.305/2010 e no artigo 56 do Decreto nº 7.404/2010, constitui a única forma eficaz de definir metas de balanço de massa para destina¬ção adequada dos resíduos sólidos, em especial os resíduos perigosos. A PNRS destaca que os indicadores já propostos pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (Sinisa) e que deve fazer parte do Sinir são principalmente os que traduzem a efi¬ciência das gestões municipais. Também são necessários indicadores que podem ser agrupados em função dos objetivos e metas, como: a) dados sobre a produção real de resíduos em relação aos agentes de coleta e tratamento; b) dados sobre a pro¬jeção do volume de resíduos com base em indicadores econômicos e demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatís¬tica (IBGE); c) instrumentos econômicos; d) metas e cenários; e) eficiência da logís¬tica reversa; f) custos financeiros dos sis¬temas de gestão; g) receitas financeiras da valorização; h) penalidades e i) prevenção dos gases de efeito estufa (GEE).
Comércio com estoque – Mesmo com a demora dos países centrais em conseguir encontrar soluções para a crise das dívidas e dos deficits internos, o que, por si só, já é um fator para deteriorar expectativas a respeito do aumento das vendas, de certa maneira o comportamento agregado da economia na¬cional, com 7,5% de incremento em 2010, junto com o aumento do emprego e do con-sumo domésticos, ainda que observados ao longo de 2011 numa escalada abaixo de 2010, mas incluindo novos consumidores e havendo expansão do crédito, tudo isso pode ter influenciado de modo otimista o cenário traçado pelos comerciantes cario¬cas para o final de 2011. Pelo menos é o que se deduz acerca das compras feitas pelo comércio varejista de vestuário para o Natal 2011, que parecem ter sido superestimadas em relação às ven¬das, porque não consideraram, no segundo semestre, os efeitos da elevação dos juros aplicada no primeiro semestre, também. Por isso, uma curiosidade do mercado carioca: nos últimos 10 anos, esta é a primeira vez que os lojistas de vestuários estendem liquidações durante todo o mês de março, retardando a entrada da moda outono-inverno.