O total de famílias com contas em atraso ou sem condições de quitar suas dívidas caiu em janeiro de 2012, segundo dados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). O percentual de famílias com contas em atraso ficou em 19,9%, queda de 1,3 pontos percentuais em relação ao mês anterior e de 2,2 pontos percentuais ante janeiro de 2011.
O total de famílias com contas em atraso ou sem condições de quitar suas dívidas caiu em janeiro de 2012, segundo dados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). O percentual de famílias com contas em atraso ficou em 19,9%, queda de 1,3 pontos percentuais em relação ao mês anterior e de 2,2 pontos percentuais ante janeiro de 2011. É o menor nível da série histórica.
Já o número de famílias que declararam não ter condições de pagar suas dívidas apresentou trajetória de recuo similar. “Em janeiro de 2012 eram 6,9% das famílias sem condições de pagar seus débitos, contra 7,2% em dezembro de 2011 e 7,9% em janeiro de 2011”, afirmou Marianne Hanson, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
As famílias também estão menos endividadas do que há um ano. O percentual de endividados ficou em 58,8%, total menor do que em janeiro de 2011, quando o endividamento ficou em 59,4%. “O nível continua abaixo do registrado na comparação anual, o que indica uma maior cautela em relação ao endividamento, compatível com um ritmo menor de consumo”, analisou Marianne. Em relação a dezembro de 2011, o total de endividados apresentou leve alta de 0,2 ponto percentual.
O cartão de crédito ainda é considerado como o principal vilão do endividamento, tendo sido apontado por 73% dos entrevistados. Em seguida, aparecem os carnês (22%) e o crédito pessoal (12,1%).
Para os próximos meses, a previsão da Divisão Econômica da CNC é de um possível aumento nos níveis de endividamento e inadimplência, devido aos gastos extras típicos do início de ano, como as compras de material escolar e tarifas de IPTU e IPVA. “Contudo, a melhora recente na percepção em relação à capacidade de pagamento indica uma perspectiva positiva para os indicadores de inadimplência”, concluiu Marianne.