Sumário Econômico 1260

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Os recentes desdobramentos da crise internacional – A dificuldade central da crise atual é administrar o ritmo de desalavancagem das economias superendividadas. Se, por um lado, é preciso dar seguimento ao processo de redução de passivos e retomar a sustentabilidade fiscal, de outro, também é necessário evitar que o ritmo desse ajuste cause um impacto negativo excessivo na atividade. Essa situação se arrasta desde 2008, e, como lição tirada de experiências passadas com crise de superendividamento, o ajuste será lento.

Os recentes desdobramentos da crise internacional – A dificuldade central da crise atual é administrar o ritmo de desalavancagem das economias superendividadas. Se, por um lado, é preciso dar seguimento ao processo de redução de passivos e retomar a sustentabilidade fiscal, de outro, também é necessário evitar que o ritmo desse ajuste cause um impacto negativo excessivo na atividade. Essa situação se arrasta desde 2008, e, como lição tirada de experiências passadas com crise de superendividamento, o ajuste será lento. Dada a grande dificuldade de superação, a crise se agrava na Europa. Falta coordenação política para o enfrentamento dos graves problemas. Os impasses na negociação do pacote de socorro à Grécia e das resoluções da Cúpula do G-20 exemplificam essa questão.

 

Investimentos estrangeiros nos EUA – Em um contexto mais geral, os dados recém-publicados pela Unctad sobre Investimentos Estrangeiros Diretos colocam os EUA tanto como o maior receptor, quanto como o maior investidor em 2010. As empresas norte- americanas investiram US$ 328 bilhões no exterior, enquanto empresas estrangeiras investiram US$ 228 bilhões nos EUA. Como o investimento estrangeiro global foi de US$ 1,2 trilhão, os EUA abarcaram 16% desse valor – ou seja, um pouco acima da média de 14,5% da década 2001-2010, mas ainda longe da média de 20% na década 1991-2001. De qualquer forma, é um indicador internacional de aumento de confiança na economia norte-americana.

 

Resultado das contas externas de outubro – O resultado de outubro do Balanço de Pagamentos divulgado pelo Banco Central demonstra que o saldo positivo nas contas externas já soma US$ 57 bilhões, 32% acima dos US$ 49,1 bilhões verificados entre janeiro e outubro de 2010. O saldo em transações correntes somou US$ 39,1 bilhões, praticamente o mesmo auferido em 2010 (até outubro). A conta capital e financeira acumulou saldo de US$ 96 bilhões, crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Enquanto o saldo comercial foi US$ 25,4 bilhões, as trocas de serviços e rendas obtiveram o saldo recorrente negativo, de US$ 60,9 bilhões, com incrementos de 74,5% e 8,9%, respectivamente.

 

2ª Code/Ipea 2011 – Com o apoio de 54 instituições parceiras, patrocinada pelo Governo do Distrito Federal, pelo Banco do Nordeste e pelo Ministério da Cultura e realizada pelo Governo Federal, pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de 23 a 25 de novembro, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, aconteceu a 2ª Code/Ipea – Conferência do Desenvolvimento/2011.

 

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