Endividamento é tema de audiência pública no Senado

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Audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, nesta quarta-feira, 9 de novembro, discutiu o atual estado de endividamento da população brasileira e suas consequências financeiras, econômicas e sociais no futuro. O senador Cristovam Buarque foi o autor do requerimento para a realização da audiência. Pela CNC, o chefe da Divisão Econômica da entidade, Carlos Thadeu de Freitas, analisou o tema.

Audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, nesta quarta-feira, 9 de novembro, discutiu o atual estado de endividamento da população brasileira e suas consequências financeiras, econômicas e sociais no futuro. O senador Cristovam Buarque foi o autor do requerimento para a realização da audiência. Pela CNC, o chefe da Divisão Econômica da entidade, Carlos Thadeu de Freitas, analisou o tema.

Segundo Cristovam Buarque, sua preocupação em relação à economia do país se deve a pontos-chave considerados empecilhos ao seu crescimento que ele apontou como: a inflação; logística e infraestrutura; gastos públicos; desigualdade; educação; risco ecológico; incapacidade do Brasil de gerar inovação; taxa de juros; e o endividamento das famílias e das empresas. “Todas essas questões, que considero como obstáculos, me levam a crer que a economia do país está bem, mas vai mal. Por isso pedi essa audiência”, explicou o senador.

Carlos Thadeu rebateu as dúvidas do senador dizendo que há endividamento das famílias, mas que é um quadro satisfatório, “O índice de endividamento das famílias está em torno de 16% do PIB ”. Além disso, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da CNC tem indicado queda na taxa de endividamento, “Tem caído bem a taxa de endividamento, apesar das famílias continuarem ainda bastante endividadas”.

Ele concluiu afirmando não haver motivos para tensão na economia, “Acho que não temos à vista nenhum problema de crédito por endividamento. Não há perspectiva de haver bolha de crédito no Brasil, porque aqui as taxas de créditos são muito elevadas”.

O Banco Central

O diretor de Política Econômica do Banco Central do Brasil, Carlos Hamilton Vasconcelos, também acredita que não há motivos para pânico, “O endividamento esta aumentando, mas o comprometimento da renda está mais ou menos estável”.

Ele comentou análises realizadas pelo banco, no período de 2003 a 2011, que demonstram uma economia estabilizada. Segundo os dados, a taxa de desemprego teve recuo nos últimos anos e se encontra hoje estabilizadas em torno de 6%. Além disso, a massa salarial aumentou, repercutindo positivamente na confiança dos consumidores e, consequentemente, no consumo das famílias, que cresceu 48.8%, no período avaliado.

O Banco Central apontou também a mobilidade social. “O desenvolvimento social e as políticas macroeconômicas permitiram melhorias sociais e a queda na desigualdade de distribuição de renda. Isso resultou na mobilidade social: aumento da classe C e redução da classe E”, explicou Carlos Hamilton.

Gráficos do BC ainda demonstraram a redução das taxas de juros de créditos desde 2003, e incidência de aumento do prazo médio das operações de créditos.

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