Senado discute os legados da Copa de 2014

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Em seminário composto por quatro audiências públicas, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal realizou, nos dias 28 e 29 de setembro, a “1ª Avaliação Parlamentar da Copa do Mundo de 2014”. Na primeira delas, os palestrantes refletiram sobre o tema “Legado”.

Em seminário composto por quatro audiências públicas, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal realizou, nos dias 28 e 29 de setembro, a “1ª Avaliação Parlamentar da Copa do Mundo de 2014”. Na primeira delas, os palestrantes refletiram sobre o tema “Legado”.

O diretor do Grupo de Pesquisas em Estudos Olímpicos da Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro, e autor do livro “Legados de Megaeventos Esportivos”, Lamartine Pereira da Costa, apresentou estudo sobre o tema. Segundo ele, os legados podem ser positivos ou negativos, tangíveis ou não (mensuráveis ou não), diretos ou indiretos.Citou alguns exemplos de legados: econômicos (turismo), socioculturais (mídia), ambientais (sustentabilidade), políticas e gestão (orçamento), políticas públicas (conflito de poderes) e esportivos. Os legados positivosm segundo ele, são infraestrutura, conhecimento técnico-cientifico, imagem, networking, motivação popular e cultura.

Em relação aos negativos, ele destacou o alerta do TCU sobre o custo da Copa e o risco de explosão econômica, fazendo um paralelo com a situação da Grécia, que hoje vive uma crise econômica, mas há poucos anos realizou grandes eventos esportivos.

Mesmo com todos os riscos, o professou afirmou ser favorável à realização da Copa e das Olimpíadas de 2016 no Brasil. “Um país não pode abdicar de grandes realizações. É claro que tudo deve ser bem estruturado e com controle e fiscalização”, afirmou.

Doutor em Economia do Esporte e Sociologia do Esporte da Universidade Johannes Gutenberg, em Mainz, Alemanha, Holger Preuss, também deu sua contribuição a respeito do tema. “A população espera um legado, mas também quer saber se o dinheiro público foi gasto para o desenvolvimento e futuro positivo. Na África do Sul, 80%, da população responderam que esperavam que a Copa marcasse positivamente seu país, como um legado positivo”, disse.

Para ele o Brasil está pensado muito no que pode vir depois da Copa e está se esquecendo de focar no que deve ser feito antes do evento, para sua realização. “Só depois que o evento for realizado é que será possível avaliar o que pode ser aproveitado”, concluiu Preuss. 

 

 

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