Representantes de empregadores recebem capacitação para Conferência de Emprego e Trabalho Decente

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Cerca de 200 pessoas participaram, ao longo de dois dias, na sede da CNC em Brasília, do Encontro de Representantes dos Empregadores para as Conferências Estaduais e Nacional de Emprego e Trabalho Decente. Encerrado nesta sexta-feira (2/9), o encontro capacitou profissionais de seis confederações das áreas de comércio, indústria, agricultura, financeira, saúde e de cooperativas.

Cerca de 200 pessoas participaram, ao longo de dois dias, na sede da CNC em Brasília, do Encontro de Representantes dos Empregadores para as Conferências Estaduais e Nacional de Emprego e Trabalho Decente. Encerrado nesta sexta-feira (2/9), o encontro capacitou profissionais de seis confederações das áreas de comércio, indústria, agricultura, financeira, saúde e de cooperativas.

“Na reunião, foi plantada uma semente no sentido de conscientizar quanto à necessidade de haver mais capacitação para negociar no mesmo nível das centrais sindicais, que estão bem organizadas”, disse a consultora adjunta da Presidência da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, Patrícia Duque, anfitriã do evento. “Para termos linguagem e posição alinhadas, é preciso habilitar os representantes dos empregadores para que consigam defender e transmitir ideias e conceitos”, acrescentou.

Planejado com uma dinâmica visando motivar os participantes sobre a importância do seu envolvimento para o sucesso das teses dos empregadores nas conferências tripartites (incluem trabalhadores e governo), o encontro gerou intensa mobilização. Patrícia entende, contudo, que ainda há muito por fazer nos estados. As bancadas de empregadores em cada região do País terão que aumentar seus esforços, enfatizou a consultora, “preparando-se para estar à altura de eventos com tanta importância como as Conferências estaduais e Nacional”.

O professor José Pastore, um dos palestrantes, afirmou que será importante que os empregadores estabeleçam um debate com os trabalhadores e com o governo no sentido de definir de quem são as responsabilidades de cada um. “Há uma tendência de querer jogar em cima da empresa uma série de obrigações que são do Estado e vice-versa. Mesmo que não se chegue a um consenso, as posições têm que ficar registradas de tal maneira que, para os futuros trabalhos, isso seja levado em conta.”

Já o consultor da CNI Dagoberto Lima Godoy declarou que “as pessoas envolvidas numa Conferência como essa vivem em um mundo idealístico. Só que as empresas que ficarem nesse mundo desaparecem e permanecem apenas os seus ideais. É preciso haver condições para conciliar as duas coisas”. Para ele, é preciso levar todos – trabalhadores, governo e sociedade – à consciência do valor social que tem a empresa num processo de geração de riqueza, “sem o qual o país não pode se desenvolver socialmente”.

O ex-ministro e decano do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Vantuil Abdala fez firme defesa do respeito aos acordos coletivos. “Os sindicatos de trabalhadores têm que ter a boa-fé de defender os acordos que seus dirigentes assinam”, afirmou. A Justiça, disse ele, tem enfrentado seguidas mudanças de comportamento de lideranças sindicais que procuram alterar acordos em vigor firmados com empregadores. “Quem negocia precisa ter responsabilidade. É decente defender o que foi acordado”, enfatizou.

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