Os números do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados em 3 de junho pelo IBGE mostram que houve crescimento de 4,2% no primeiro trimestre de 2011 em relação a igual período de 2010. Sob a ótica da produção, informa o Instituto, o segmento de serviços se destacou, com alta de 4%.
Os números do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados em 3 de junho pelo IBGE mostram que houve crescimento de 4,2% no primeiro trimestre de 2011 em relação a igual período de 2010. Sob a ótica da produção, informa o Instituto, o segmento de serviços se destacou, com alta de 4%.
Todas as atividades de serviços registraram variações positivas, com destaque para intermediação financeira e seguros (6,4%), comércio atacadista e varejista (5,5%) e serviços de informação (5,1%). Fábio Bentes, da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), afirma que os resultados do primeiro trimestre de 2010 foram “contaminados” pelos efeitos da crise econômica do final de 2008 e início de 2009. “Ao compararmos o primeiro trimestre de 2011 com o último do ano passado vemos que o crescimento econômico não chega a ser ruim, de 5%, mas está aquém dos 7,5% de 2010”, afirma. Segundo o economista, o PIB de 2011 deverá crescer em torno de 4%.
Na opinião de Bentes, o setor de serviços cresceu porque a demanda interna se manteve em alta. “Ao contrário da indústria e da agricultara, que estão diretamente mais sujeitas às oscilações da economia internacional, os serviços dependem mais das condições econômicas internas”, explica. Segundo ele, a demanda interna tem sido fundamental para o nível de atividade nos últimos anos. “Durante a crise de 2008/2009, o consumo interno impediu uma queda mais forte do PIB e permitiu que, após esse período a recuperação fosse mais rápida. Isso só foi possível porque a geração de emprego e renda foi suficiente para estimular a economia”, complementa.