O Brasil criou em abril 272.225 empregos formais em abril, um aumento de 0,75% em relação a março. Os dados, divulgados em 17 de maio pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que o País continua com o mercado de trabalho firme, mas em ritmo menor do que o verificado em 2010.
O Brasil criou em abril 272.225 empregos formais em abril, um aumento de 0,75% em relação a março. Os dados, divulgados em 17 de maio pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que o País continua com o mercado de trabalho firme, mas em ritmo menor do que o verificado em 2010.
Os números do Caged mostram que a geração de emprego em 2011 está aproximadamente 20% menor que no ano passado. “Com um ritmo menor de expansão do mercado de trabalho, é provável que o crescimento das vendas também seja menor esse ano”, explica Fabio Bentes, da Divisão Econômica da CNC. A previsão da entidade para este ano de uma alta de 7,4% nas vendas do varejo. Em 2010 o comércio registrou crescimento de 10,9%.
Bentes não acredita que o mercado de trabalho vá repetir a geração recorde de vagas de 2010 quando foram criados 2,5 milhões de novas vagas, segundo informações do Caged. “Contando com a desaceleração econômica deste ano, nossa expectativa é de que sejam abertos 1,6 milhões de postos”, explica o economista.
O resultado de abril foi oriundo de 1.774.378 admissões e 1.502.153 desligamentos, ambos os maiores para o mês. O desempenho foi gerado com a expansão generalizada do emprego entre os setores, com Serviços e Comércio registrando saldo recorde para o mês, com 114.434 e 41.587 novos postos, respectivamente. “O setor de serviços e o comércio são, naturalmente, os que absorvem a maior parcela da mão-de-obra no Brasil, aproximadamente 62% do total. O dados de abril mostram que, descontados os efeitos sazonais, os setores que mais vem crescendo em termos relativos este ano são a construção civil e extração mineral, ambos com 3,8%”, complementa o economista.