O presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, senador Roberto Requião (PMDB/PR), anunciou nesta terça-feira (17), que realizará na próxima semana audiência pública destinada a debater as “críticas ao governo de Fernando Henrique Cardoso e elogios ao governo de Luís Inácio Lula da Silva” nos livros didáticos aprovados pelo Ministério da Educação.
O presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, senador Roberto Requião (PMDB/PR), anunciou nesta terça-feira (17), que realizará na próxima semana audiência pública destinada a debater as “críticas ao governo de Fernando Henrique Cardoso e elogios ao governo de Luís Inácio Lula da Silva” nos livros didáticos aprovados pelo Ministério da Educação.
A comissão também deverá discutir os livros que equiparariam a língua popular à norma padrão da língua portuguesa, que têm despertado polêmica nos últimos dias. O ministro da Educação, Fernando Haddad será convidado a debater.
De acordo com notícia publicada pela Agência Senado, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) recordou que ainda não existe um “distanciamento crítico”, em termos históricos, para incluir nos livros didáticos elogios ou críticas aos dois últimos presidentes da República. A seu ver, Lula e Fernando Henrique “não são personagens históricos, mas personagens políticos”.
Por sua vez, o senador Paulo Bauer (PSDB-SC) criticou a inclusão em livros didáticos de exemplos de frases em português que não seguem a norma culta da língua. O senador Waldemir Moka (PMDB-MS), da mesma forma, condenou a inclusão em livros didáticos de frases com a concordância errada e calculou que pelo menos 80% dos professores não concordariam com isso. A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) lembrou o papel unificador da língua em países como China e Índia. Sem o estímulo ao uso correto da língua oficial, previu, “vamos virar a casa da mãe Joana”.