O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse nesta quinta-feira (5) a parlamentares de seis comissões do Congresso Nacional que a inflação vai cair a partir de maio, passando a variar mensalmente entre 0,35% e 0,4%. Segundo ele, esses percentuais são compatíveis com o centro da meta de inflação deste ano (4,5%).
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse nesta quinta-feira (5) a parlamentares de seis comissões do Congresso Nacional que a inflação vai cair a partir de maio, passando a variar mensalmente entre 0,35% e 0,4%. Segundo ele, esses percentuais são compatíveis com o centro da meta de inflação deste ano (4,5%).
Hoje, os bancos estimam uma inflação de 6,37% para o IPCA em 2011, próxima do limite superior da meta (6,5%). Tombini voltou a argumentar que a inflação no País tem sido afetada pelo aumento internacional dos preços de alimentos e do petróleo. Ele também afirmou que a economia não vai parar de crescer por causa do combate à inflação.
Tombini não descartou novas medidas para conter o crédito e o consumo, afastando a ideia de que o governo estaria se concentrando no aumento dos juros. A última ata do Comitê de Política Monetária (Copom) ressaltou a necessidade de um ajuste mais prolongado nessas taxas.
Capitais estrangeiros
O presidente do Banco Central declarou que a grande entrada de capitais estrangeiros no Brasil pode ter um efeito inflacionário ao expandir o crédito e influenciar os preços de ativos reais. Mas descartou qualquer movimento no sentido de adotar uma quarentena para capitais especulativos.
Para Tombini, o fluxo de capitais tende a cair com a melhora da situação de países que hoje estão praticando juros muito baixos em função da crise financeira de 2008 ou de outras circunstâncias – como o Japão, que enfrenta os efeitos de recentes terremotos e tsunami.
Ele alertou as empresas que têm dívidas em moeda estrangeira que é necessário estar preparado para uma eventual valorização do dólar. “É dinheiro fácil e barato, mas podem ter problemas na saída [de dólar] se não se prepararem”, disse.
Reservas internacionais
O presidente do Banco Central foi muito questionado sobre o custo das reservas internacionais, hoje de 328 bilhões de dólares. Em 2010, esse custo foi de mais de R$ 26 bilhões por causa da diferença entre as taxas de juros internas e a rentabilidade das moedas estrangeiras.
Tombini afirmou que as reservas internacionais são um colchão importante em momentos de crise. Ele disse ainda que as reservas brasileiras representam 15% do PIB, bem menos que em outros países emergentes, como a Índia, que possui 20%.
A audiência foi promovida pela Comissão Mista de Orçamento, por três comissões da Câmara (Finanças e Tributação; Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e Fiscalização Financeira e Controle) e duas comissões do Senado (Assuntos Econômicos; e Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle).