A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou nesta terça-feira (19/4) os resultados de abril das pesquisas nacionais de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) e de Inadimplência de Endividamento do Consumidor (PEIC). Os números revelam uma provável desaceleração no consumo para 2011 e um recuo no nível de endividamento das famílias brasileiras.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou nesta terça-feira (19/4) os resultados de abril das pesquisas nacionais de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) e de Inadimplência de Endividamento do Consumidor (PEIC). Os números revelam uma provável desaceleração no consumo para 2011 e um recuo no nível de endividamento das famílias brasileiras.
ICF – O índice de Intenção de Consumo das Famílias registrou 132,6 pontos em abril – uma queda de 1,4% em relação a março e uma alta de 1,7% na comparação com igual período de 2010. Na comparação mensal (abril, ante março), nenhum subitem da pesquisa apresentou crescimento, exceto “satisfação com o emprego atual”, que teve alta de 1,0%. Já em relação a abril de 2010, todos os indicadores foram positivos, e apenas a “perspectiva de consumo” acusou queda (-0,5%). “A dinâmica do ICF ratifica o cenário de desaceleração do consumo em 2011, que já era esperado desde o início do ano”, afirma o economista da CNC Fábio Bentes.
PEIC – Neste mês, o percentual das famílias endividadas caiu para 62,6%, ante 64,8% em março e 58,0% em abril de 2010. Houve recuo também no percentual de famílias sem condições de quitar suas dívidas: 7,8% em abril, ante 8,4% em março e 9,0% em abril de 2010. O tempo médio de atraso no pagamento das dívidas caiu de 61,5 dias em março para 58,8 dias em abril. Já a parcela média da renda comprometida com dívidas aumentou, na comparação anual, passando de 29,6% para 29,8% no mês corrente. “A percepção em relação ao nível de endividamento apresentou piora em abril, dado que mais famílias se declararam ‘muito endividadas’. Contudo, o percentual de famílias com dívidas tem apresentado queda desde fevereiro, o que levou o índice, em abril, a um patamar abaixo da média observada em todo o primeiro trimestre do ano”, afirmou a economista Marianne Lorena Hanson.
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