CNC pede restabelecimento de pontes aéreas no Rio de Janeiro CNC pede restabelecimento de pontes aéreas no Rio de Janeiro O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Antonio Oliveira Santos, formalizou, por meio de carta enviada, no dia 15 de janeiro, à presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, a sugestão de que sejam restabelecidos os vôos diretos do Aeroporto Santos Dumont para Brasília, Vitória e Belo Horizonte. Para justificar o restabelecimento destas pontes aéreas, além da grande movimentação de autoridades do governo, deputados, senadores e executivos, a carta cita o argumento técnico de que o Santos Dumont – que será tema de uma audiência pública, no dia 22 – tem capacidade para operar eficientemente as ligações, sem que o aeroporto internacional Tom Jobim seja prejudicado. “Pelo contrário, tudo indica que, para o País e, especialmente para o Rio de Janeiro, a existência de dois aeroportos na mesma cidade, com características distintas, só pode ser vantajosa”, diz o texto. Na avaliação da CNC, o Rio tem uma localização geográfica privilegiada e perdeu muito, como pólo econômico-financeiro, na medida em que o governo federal alterou a configuração dos vôos internacionais e domésticos, na busca de soluções para o caos do setor aéreo. O presidente da CNC,que representa quase cinco milhões de empresas do setor, afirma, na carta, que a criação de um segundo terminal no Tom Jobim, além de não produzir a melhoria esperada, ainda serviu para esvaziar o Terminal 1. “Assim como o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, também o Aeroporto Santos Dumont foi ampliado em suas instalações e modernizado com a construção de vários fingers de atracação”, observa Antonio Oliveira Santos. “Sua capacidade operacional praticamente duplicou, mas a sua utilização ficou subaproveitada, na medida em que o aeroporto perdeu as conexões para Brasília, Vitória e Belo Horizonte, permanecendo apenas com a ponte aérea Rio-São Paulo e outras rotas de menor intensidade de tráfego”. O presidente da CNC termina o texto lembrando que “o objetivo de um aeroporto é atender às necessidades do usuário e não a motivações ou interesses de outra natureza.”