Emprego formal deverá avançar 5,9% até o final do ano

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O emprego formal no Brasil deverá avançar 5,9% até o final do ano, taxa equivalente à abertura líquida de 1,93 milhões de postos de trabalho. A avaliação é de Fábio Bentes, da Divisão Econômica da CNC, feita com base no número de contratações formais registradas em outubro e divulgadas pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O emprego formal no Brasil deverá avançar 5,9% até o final do ano, taxa equivalente à abertura líquida de 1,93 milhões de postos de trabalho. A avaliação é de Fábio Bentes, da Divisão Econômica da CNC, feita com base no número de contratações formais registradas em outubro e divulgadas pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). “Neste cenário, eliminados efeitos sazonais, o mês de novembro deverá apresentar variação mensal de +0,5 no número de vagas em relação a outubro”, diz o economista.


Para Bentes, o Brasil não alcançará a marca anunciada pelo Ministro Carlos Lupi, do MTE, de que o País fechará o ano com mais de 2,5 milhões de novos postos de trabalho. “No mês de dezembro, geralmente, há um enxugamento do mercado de trabalho. Além do número maior de demissões, a procura por vagas é menor”, explica.


Em outubro, a diferença entre admissões e demissões no mercado de trabalho provocou a abertura de 204,80 mil vagas em todo Brasil. Com este resultado, o emprego formal no País passou a apresentar um crescimento de 6,70% em relação a outubro de 2009, acumulando, nos últimos doze meses, um saldo positivo de 2,24 milhões de empregos. Com os devidos ajustes sazonais, verificou-se uma variação de +0,42% em relação a setembro destacando-se os setores da indústria extrativa mineral (+0,62%) e da construção civil (+0,61%). Por outro lado, a agropecuária mostrou menor dinamismo oscilando -0,10%.


Os setores que mais contribuíram para o avanço do emprego em relação ao mesmo mês de 2009 foram dos serviços (+6,62%) e da indústria de transformação (+6,89%). Juntas, estas atividades responderam por 62,30% do total de vagas criadas em um ano. Já a agropecuária decepcionou variando -0,58%.  No corte estadual, os destaques foram em Rondônia (+11,54%), Pernambuco (+10,70%) e Piauí (+9,99%). O Centro-Oeste, apesar da alta, apresentou resultado mais fraco ante as demais regiões (4,59%).


Confira aqui a análise e os gráficos da Divisão Econômica da CNC.

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