A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (Fecomércio-SP) foi palco de discussões sobre o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, na prévia da Conferência Mundial de Mudanças Climáticas da 16ª Conferência das Partes (COP16), que aconteceu em 28 de outubro. O evento antecipou as discussões da COP16, que será realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) entre os dias 29 de novembro e 10 de dezembro, em Cancun, no México. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (Fecomércio-SP) foi palco de discussões sobre o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, na prévia da Conferência Mundial de Mudanças Climáticas da 16ª Conferência das Partes (COP16), que aconteceu em 28 de outubro. O evento antecipou as discussões da COP16, que será realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) entre os dias 29 de novembro e 10 de dezembro, em Cancun, no México. Para o presidente do Conselho de Estudos Ambientais da Fecomércio-SP e organizador do debate, José Goldemberg, “debater os problemas internos é o primeiro passo para garantir um desenvolvimento sustentável”. Participaram das palestras a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Branca Americano, a secretária executiva do Programa de Mudanças Climáticas do Estado de São Paulo (Proclima), Josilene Ferrer, e o ex-secretário executivo do Fórum de Mudanças Climáticas, Fabio Feldmann. Segundo Branca, as mudanças climáticas não devem ser encaradas como uma questão de meio ambiente, mas como um modelo de desenvolvimento. “O debate sobre a COP16 é muito importante, já que o Brasil não pode sair de Cancun sem nenhum acordo”. Já Feldmann acredita que um acordo será dificultado pela falta de ações dos Estados Unidos com relação ao tema. Ele também aponta a falta de planejamento dos países como um desafio. “Para tratar de sustentabilidade, os governos precisam aprender a planejar, mas na política tudo é curto prazo e os governantes só pensam na próxima eleição”, diz Feldmann. Para Josilene Ferrer, as expectativas para que se chegue a um acordo favorável nesta edição da COP são grandes. Segundo ela, a imprensa deve diminuir o interesse sobre o encontro no México, depois do relativo fracasso na reunião de Copenhague, na Dinamarca, no ano passado. “Com menos holofotes, é possível que os negociadores consigam se dedicar mais e chegar a um acordo”. Os especialistas ainda discutiram a importância da matriz energética do país e as vantagens do uso do etanol, além dos problemas do Brasil com relação à sustentabilidade e mudanças climáticas. Também foram discutidas as barreiras que os países deverão enfrentar na Conferência pela resistência dos Estados Unidos e da China, os dois maiores emissores de carbono do planeta.
Prévia da Conferência Mundial de Mudanças Climáticas da ONU é realizada na Fecomércio-SP
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