O vice-presidente para assuntos jurídicos e institucionais da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), Salmen Kamal Guazale, disse esta manhã (1/7) que a falta de segurança pública compromete o trabalho das empresas de segurança privada.
“Não podemos ser ingênuos e esquecer o caos que está a segurança pública”, disse Guazale, que participou de audiência pública na Comissão de Legislação Participativa sobre segurança em estabelecimentos bancários.
Já o diretor setorial de segurança bancária da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Pe
O vice-presidente para assuntos jurídicos e institucionais da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), Salmen Kamal Guazale, disse esta manhã (1/7) que a falta de segurança pública compromete o trabalho das empresas de segurança privada.
“Não podemos ser ingênuos e esquecer o caos que está a segurança pública”, disse Guazale, que participou de audiência pública na Comissão de Legislação Participativa sobre segurança em estabelecimentos bancários.
Já o diretor setorial de segurança bancária da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Pedro Oscar Viotto, afirmou que assaltos a clientes acontecem normalmente de dois a três quilômetros da agência, o que demonstraria um problema de segurança pública e não de vigilância privada.
Viotto afirmou que a atual legislação de segurança de instituições financeiras está adequada para o trabalho. “Temos investido muito mais do que a Lei 7.012/83 exige, pois temos a preocupação em garantir a segurança a todos que trabalham e transitam nos bancos”, afirmou.
Segundo ele, os bancos conseguiram reduzir o número de assaltos de 1.903 em 2000 para 430 em 2009.
Vigilantes e condições de trabalho
O presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), José Boaventura Santos, criticou, durante a audiência, as condições de trabalho dadas pelos bancos. “Fornece-se ao vigilante armamento quebrado, munição vencida, falta colete à prova de bala”, disse ele.
Santos citou ainda o caso de um profissional que matou um aposentado em maio deste ano em São Paulo após uma discussão. O aposentado tinha um marcapasso e não podia passar pelo detector de metais.
Segundo o presidente da CNTV, o vigilante afirmara, no início do ano, que estava sem condições psicológicas de trabalhar naquela agência, pois correntistas haviam discutido com ele e outros haviam tirado a roupa na porta giratória. “Os trabalhadores são colocados como únicos culpados”, afirmou Santos.
O representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Ademir José Wiederkehr, afirmou que, em 2009, os bancos foram multados em R$ 15 milhões pelo não cumprimento da lei de segurança dos estabelecimentos financeiros (Lei 7.102/83). Ele também disse que 11 pessoas morreram em ataques a bancos no primeiro semestre deste ano.
O debate foi proposto pelo presidente da Comissão de Legislação Participativa, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), e pelo deputado Luiz Couto (PT-PB). Vários representantes de vigilantes participaram da audiência pública.