Fecomercio-SP defende continuidade da redução do IPI e diminuição da carga tributária

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O término da redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para os eletrodomésticos de linha branca, no dia 31 de janeiro, vai afetar o potencial de consumo das famílias, na avaliação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (Fecomercio-SP). A entidade acredita que esse regime especial de tributação, em vez de se extinguir, deveria ser expandido. O resultado da arrecadação nos segmentos que vão perder o benefício pode não ser positivo como imaginam as autoridades.

O término da redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para os eletrodomésticos de linha branca, no dia 31 de janeiro, vai afetar o potencial de consumo das famílias, na avaliação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (Fecomercio-SP). A entidade acredita que esse regime especial de tributação, em vez de se extinguir, deveria ser expandido. O resultado da arrecadação nos segmentos que vão perder o benefício pode não ser positivo como imaginam as autoridades. “Elevar a carga tributária é, efetivamente, reduzir o poder de compra do consumidor”, afirma Abram Szajman, presidente da Federação.

 

A Fecomercio-SP acredita que, no ano passado, se não houvesse a redução do IPI a arrecadação do setor público teria sido ainda pior, justamente por conta de uma queda de consumo significativa. “Estas medidas foram decisivas para o bom desempenho do varejo em 2009, mesmo sob uma crise de confiança internacional, e deveriam continuar”, ressalta Szajman.

 

Os resultados positivos de consumo, principalmente sobre os produtos beneficiados com o regime especial de IPI, comprovam a tese da Federação de que, não só a carga tributária é muito elevada no Brasil, mas que o governo poderia substituir um modelo de arrecadação concentrado em poucas operações com alíquotas muito elevadas por outro muito mais saudável com alíquotas menores e um volume muito maior de transações.

 

Para o Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo (Sindilojas-SP), as redes varejistas estão anunciando a continuidade dos preços mais baixos até o término do estoque de produtos comprados durante o benefício de redução do IPI. “Mas já que o imposto vai voltar o ideal seria que voltasse com um valor menor”, avalia Ruy Nazarian, presidente do Sindilojas-SP.

 

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