75% dos empresários do setor varejista devem aumentar os investimentos em 2010, aponta pesquisa da Fecomercio

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Pesquisa realizada pela Fecomercio de São Paulo com 300 empresas do município indica que os empresários do setor varejista vão investir em 2010. De acordo com a análise, 75% deles se mostraram mais otimistas e vão investir 10% a mais do que no ano passado, e essa tendência deve extrapolar o setor de varejo e contagiar a indústria, a partir do ano que vem, que deverá voltar a crescer após um ano muito ruim.


A análise apontou ainda os efeitos da redução do Imposto sobre os Produtos Industrializados (IPI) sobre a venda da linha branca.

Pesquisa realizada pela Fecomercio de São Paulo com 300 empresas do município indica que os empresários do setor varejista vão investir em 2010. De acordo com a análise, 75% deles se mostraram mais otimistas e vão investir 10% a mais do que no ano passado, e essa tendência deve extrapolar o setor de varejo e contagiar a indústria, a partir do ano que vem, que deverá voltar a crescer após um ano muito ruim.


A análise apontou ainda os efeitos da redução do Imposto sobre os Produtos Industrializados (IPI) sobre a venda da linha branca. A pesquisa mostrou que as opiniões estão divididas: 50% responderam que devem  aumentar as vendas, mas 50% responderam que devem se manter iguais. “A rigor, a redução do IPI é bem-vinda, mas certamente seus efeitos foram maiores sobre a venda de autos do que sobre a linha branca ou sobre materiais de construção”, analisa Fábio Pina, economista da Fecomercio.


O economista lembra também que a última pesquisa de conjuntura do varejo divulgada pela Fecomercio mostra que as vendas nas Lojas de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos tiveram ligeira recuperação em agosto, mas permanecem no vermelho no acumulado do ano. Em agosto, o faturamento real cresceu 1,2% e o acumulado em oito meses soma -9,6%. Isso demonstra, segundo os economistas da Fecomercio, o efeito apenas parcial da redução do IPI sobre a linha branca.


Quanto às vendas para o primeiro Natal pós-crise, o setor varejista mostra-se otimista, mas ainda com uma certa reserva. De acordo com a análise, 33% dos empresários vão aumentar as encomendas para o Natal e 24% dos varejistas vão reduzir. Outros 44% estão fazendo encomendas iguais ao do ano passado.  Já em relação aos estoques, 39% dizem que será maior e 44% responderam que será igual ao do Natal do ano passado.


“Esses dados mostram um viés de alta para as encomendas de Natal, porém o varejo mantém cautela. Mesmo assim, o resultado geral é positivo, na mesma direção que o consumidor parece estar apontando nas pesquisas de intenção de compra e de confiança.  Desse diálogo entre consumidor e empresários até o final do ano é que os ajustes de perspectivas serão feitos, de ambos os lados”, afirma o economista.


Mais de 65% dos empresários vão trabalhar com produtos direcionados à Classe C, enquanto 43% para a classe B e 24% para as classes D e E. Para trabalhar com produtos voltados principalmente à Classe C, os empresários vão alavancar suas vendas por meio de parcelamentos. Segundo a pesquisa, como se trata de capital próprio a maioria das empresas (64%) vão oferecer parcelamento de 3 vezes sem juros. Já 37% vão oferecer mais de 3 vezes, com pouco envolvimento de financiamento tradicional (via banco ou financeira vinculada à loja).


Segundo Pina, a maioria das empresas mira nas classes B e C, não por coincidência. O público A é muito restrito e poucas empresas podem se dar ao luxo de trabalhar apenas para esse nicho. Do outro lado estão as classes D e E, com rendas médias ainda muito baixas, o que inviabiliza um volume de negócios muito grande, ainda que o contingente populacional seja elevado.  Desta forma, trabalhar as camadas do meio da população é a estratégia vigente de grande parte das empresas.  Evidentemente, com o desenvolvimento do crédito e com o aumento gradual da renda, há uma migração de interesse para as faixas C e D.


Nota Metodológica

A pesquisa foi realizada com 300 empresas de São Paulo tendo por objetivo antecipar a percepção dos empresários com relação à temperatura da economia para os próximos meses, com ênfase nas perspectivas para o primeiro Natal pós crise. O levantamento foi direcionado para informações sobre as principais variáveis antecedentes específicas do Natal (encomendas, por exemplo), variáveis relativas à perspectiva para 2010 e variáveis relativas à atuação dos empresários em relação aos consumidores (parcelamento, público alvo, entre outras). A variação de 1% entre empresários que pretendem aumentar, reduzir ou manter as encomendas para o Natal deve-se a arredondamento de número. Em relação a produtos direcionados as classes A, B, C e E, os empresários responderam testes de múltipla escolha com direito a escolher mais de uma alternativa.


Sobre a Fecomercio

A Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Representa 152 sindicatos patronais, que abrangem cerca de 600 mil empresas e respondem por 11% do PIB paulista – cerca de 4% do PIB brasileiro – gerando em torno de cinco milhões de empregos.


A íntegra da pesquisa, com gráficos, está disponível no site da entidade.


 


Fonte: Fecomércio-SP

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