Rejeitado projeto que obriga empresa a explicar contratos

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A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio rejeitou na quarta-feira (28) o Projeto de Lei 5571/09, do deputado Ricardo Quirino (DEM-DF), que obriga as empresas a manter “pessoa capacitada” para esclarecer os consumidores, na assinatura de contratos, sobre possíveis dúvidas quanto às cláusulas.


Segundo o relator, deputado Jurandil Juarez (PMDB-AP), a medida pode ter efeito contrário ao pretendido: o de proteger os consumidores. Em sua opinião, caso a empresa aja de má-fé, poderá omitir informações e esclarecer apenas cláusulas de seu interesse.

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio rejeitou na quarta-feira (28) o Projeto de Lei 5571/09, do deputado Ricardo Quirino (DEM-DF), que obriga as empresas a manter “pessoa capacitada” para esclarecer os consumidores, na assinatura de contratos, sobre possíveis dúvidas quanto às cláusulas.


Segundo o relator, deputado Jurandil Juarez (PMDB-AP), a medida pode ter efeito contrário ao pretendido: o de proteger os consumidores. Em sua opinião, caso a empresa aja de má-fé, poderá omitir informações e esclarecer apenas cláusulas de seu interesse. “Acreditando se tratar de pessoa capacitada tecnicamente, o contratante poderá confiar excessivamente em sua imparcialidade e julgar a leitura do contrato desnecessária”, afirma.


O projeto também prevê que cláusulas contratuais que implicarem limitação de direito do consumidor devem ser redigidas de forma destacada, em negrito e com letra de tamanho superior ao das demais.


Para Jurandil Juarez, essa medida também é desnecessária, pois o assunto já foi devidamente tratado no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90). De acordo com ele, o texto original da lei “é de fácil e clara compreensão e assegura que as cláusulas contratuais que limitam o direito do consumidor devam ser legíveis e destacadas”.


Tramitação

O projeto ainda será analisado pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ir a plenário. (Agência Câmara)


 


 

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