As oportunidades de negócios e as parcerias existentes entre Brasil e Canadá no setor de energia elétrica foram tema do seminário que reuniu hoje, 3 de novembro, na sede da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro, autoridades, empresários e executivos dos dois países.
As oportunidades de negócios e as parcerias existentes entre Brasil e Canadá no setor de energia elétrica foram tema do seminário que reuniu hoje, 3 de novembro, na sede da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro, autoridades, empresários e executivos dos dois países. O evento foi realizado pela Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE).
Na abertura, o cônsul geral do Canadá no Rio de Janeiro, Charles Larabie, relembrou a tradição histórica que une o seu país ao Brasil, no setor de energia elétrica, que teve início no século XIX, com a chegada da Light. Larabie ressaltou as mudanças pelas quais o setor vem passando, resultado de novas demandas, como as preocupações ambientais. “No Consulado, a prioridade hoje é reforçar o diálogo com o Brasil para que possamos desenvolver parcerias também em outras áreas”, afirmou. As alianças também são palavra de ordem na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro. Luís Almeida e Silva, que representou o secretário Julio Bueno, enfatizou a importância da oportunidade de conhecer a experiência canadense também na questão da preservação ambiental, e não somente na geração e transmissão de energia. O estado tem buscado uma posição cada vez maior e mais importante no setor, e, além das usinas já instaladas, possui outras plantas em fase de implantação.
A preservação da saúde do planeta foi o tema central da palestra do ministro das Relações Internacionais do Quebec, Pierre Arcand, que afirmou que existe uma preocupação em acelerar os projetos que desenvolvam o patrimônio hidrelétrico canadense, por tratar-se de uma energia limpa e renovável. Quebec é responsável, atualmente, pela menor emissão de gás carbônico por habitante do planeta. “O governo federal já está trabalhando também no desenvolvimento do seu potencial eólico. Acreditamos que esta forma de energia será muito importante no futuro e, desde já, queremos incentivar a criação destes parques”, disse Arcand.
Os painéis de discussão contaram com a participação de executivos brasileiros e canadenses, que detalharam questões estratégicas de seus respectivos países. Ainda na parte da manhã, o primeiro painel abordou as questões referentes à regulamentação, comercialização e financiamento de mecanismos para o setor de energia elétrica. Em seguida, representantes de empresas de energia falaram sobre planejamento de desenvolvimento de novas tecnologias no setor. Na parte da tarde, foram abordadas questões como os investimentos privados no setor, mecanismos para gerar e transmitir mais energia com menos custos, soluções disponíveis para as restrições ambientais e a energia eficiente como solução inteligente para a matriz energética.