Pelo terceiro ano consecutivo, a Câmara dos Deputados une-se à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e aos braços socioeducacionais do Sistema Comércio – Serviço Social do Comércio (Sesc) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) – para promover amplo debate sobre os rumos da educação no Brasil.
Neste 3º Ciclo de Seminários Internacionais estão envolvidas a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional e a Comissão de Educação e Cultura, que promovem nesta segunda-feira (24) seminário para discutir a revalidação de diplomas universitári
Pelo terceiro ano consecutivo, a Câmara dos Deputados une-se à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e aos braços socioeducacionais do Sistema Comércio – Serviço Social do Comércio (Sesc) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) – para promover amplo debate sobre os rumos da educação no Brasil.
Neste 3º Ciclo de Seminários Internacionais estão envolvidas a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional e a Comissão de Educação e Cultura, que promovem nesta segunda-feira (24) seminário para discutir a revalidação de diplomas universitários de outros países e o impacto do procedimento no mercado de trabalho brasileiro. Representantes do Chile, da Argentina, do Brasil e da Holanda discutirão os mecanismos para harmonizar os sistemas de educação superior e profissional e permitir que os diplomas de um país sejam válidos em outro.
Segundo os organizadores, o trânsito intenso entre estudantes e profissionais por diferentes países exige que educadores, legisladores e gestores públicos estudem mecanismos para o reconhecimento de diplomas, garantindo a qualidade dos sistemas educacionais.
O evento reune legisladores, gestores públicos e privados, professores, pesquisadores e profissionais interessados em educação, mercado de trabalho e integração socioeconômica.
Conferencistas nacionais e internacionais apresentam experiências de harmonização de sistemas educacionais, já em curso, em países europeus, andinos e do Mercosul, assim como mecanismos, regulamentações e políticas de cooperação educacional, revalidação de títulos e reconhecimento de estudos.
Critérios comuns
O presidente da Comissão de Relações Exteriores, Severiano Alves (PDT-BA), afirmou que a iniciativa se deve aos recentes problemas enfrentados por médicos brasileiros que estudaram em Cuba e na Bolívia para reconhecer seus diplomas no Brasil. De acordo com Severiano Alves, o que está sendo proposto é a adoção de mecanismos uma semelhança de critérios e não igualdade entre os currículos.
O deputado lembra que, para se reconhecer um diploma, o documento tem que ser submetido às leis brasileiras. Ele argumenta, no entanto, que, se houver critérios comuns, o reconhecimento será facilitado.
Convidados
Foram convidados para o debate os ministros da Educação, Fernando Haddad; das Relações Exteriores, Celso Amorim; e o presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, Antonio Oliveira Santos. Entre os palestrantes estão:
– a presidente da Rede Internacional de Agências de Acreditação do Chile, Maria José Lemaitre;
– Marjolein van der Heul, avaliadora do Departamento de Reconhecimento Internacional de educação superior da Holanda;
– o presidente da Associação das Instituições da Educação Superior Públicas para a Educação a Distância, Sergio Roberto Kieling Franco; e
– Adolfo Stubrin, integrante da Comissão de Avaliação e Acreditação Universitária do Ministério da Educação da Argentina.
CNC, 24 de agosto de 2009.