CTur analisa tendências da aviação mundial e reflexos para o Brasil

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O presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo (Cepta), Respício do Espírito Santo, apresentou em 22 de julho a palestra Fatos, Mitos e Tendências na Aviação Civil Mundial e os Reflexos no Brasil, no Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro, dando sequência ao macrotema proposto pelo CTur sobre o futuro da aviação comercial.


De acordo com Respício, o momento é de mudanças e incertezas.

O presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo (Cepta), Respício do Espírito Santo, apresentou em 22 de julho a palestra Fatos, Mitos e Tendências na Aviação Civil Mundial e os Reflexos no Brasil, no Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro, dando sequência ao macrotema proposto pelo CTur sobre o futuro da aviação comercial.


De acordo com Respício, o momento é de mudanças e incertezas. “Por isso temos que dar condições para o setor ser mais eficiente e servir melhor à economia e à sociedade”, avaliou. Para ele, a sociedade deveria ter maior participação na regulamentação e na tomada de decisões no setor. “A estrutura atual da aviação civil tem o governo no controle, ligado diretamente à infraestrutura e aos provedores de serviços aéreos. Mas, além da política, a economia, a tecnologia, a cultura, o meio ambiente e a saúde influenciam a aviação”, explicou.


O especialista – que também é conselheiro do CTur – apontou algumas tendências, que podem se concretizar num prazo de cinco anos: abertura do setor para o aporte de capital estrangeiro; concessão aeroportuária à iniciativa privada; manutenção da Infraero como peça para a manutenção da própria concorrência; consolidação do mercado, com fusões e aquisições; adoção da política de céus abertos; centralização das operações da Anac; e mais complexidade para os negócios das agências de viagens.


Como perspectivas, Respício acredita em grandes alterações na regulamentação do setor, com uma consequente  movimentação das empresas aéreas, que pode gerar, inclusive, falências. Já para o mercado doméstico, destacou um aumento da semelhança operacional das companhias brasileiras com as congêneres estrangeiras. Uma administração aeroportuária mais pró-ativa e mais investimento em tecnologia também foram ideias apresentadas na palestra.


Mitos do setor aéreo


Respício do Espírito Santo elencou alguns temas que ele considera mitos da aviação comercial e o que seriam os fatos reais. Entre eles, acreditar que a aviação é um setor especial, de natureza estratégica, e que deveria ser tratado diferente de outros setores. “A aviação é sim estratégica, mas há setores tão importantes quanto ela, como o siderúrgico e o farmacêutico, por exemplo, e que não têm tratamento particular”, explicou.


Outro mito é de que operadoras e agências de viagens são imprescindíveis como canais de distribuição para as aéreas. “Elas são importantes para a maioria, mas os hábitos de cultura, os motivos de viagens e, principalmente, o acesso à tecnologia influenciam diretamente esse tipo de relação acima”, afirmou Respício. Outro ponto importante, contestado pelo especialista: acreditar que a concorrência direta é benéfica para o passageiro, para a sociedade e para o equilíbrio do mercado: “Acreditar que a concorrência e a guerra tarifária sem planejamento sejam uma boa coisa é um engano, alguém sempre paga a conta”, disse, entre outras observações.


 

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