Vendas no comércio caem em abril, mas cenário é favorável

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As vendas do comércio varejista caíram 0,2% em abril, na comparação com março, mas cresceram 6,9% na comparação com abril do ano passado. Nos quatro primeiro meses do ano, o comércio acumula alta de 4,5%. Já nos últimos 12 meses encerrados em abril, o setor teve expansão acumulada de 7,1%.


Os dados foram divulgados em 16 de junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com os resultados de abril de 2008, a receita do varejo cresceu 13%. O crescimento se explica pela Páscoa, que passou para abril deste ano, puxando o aumento das vendas.

As vendas do comércio varejista caíram 0,2% em abril, na comparação com março, mas cresceram 6,9% na comparação com abril do ano passado. Nos quatro primeiro meses do ano, o comércio acumula alta de 4,5%. Já nos últimos 12 meses encerrados em abril, o setor teve expansão acumulada de 7,1%.


Os dados foram divulgados em 16 de junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com os resultados de abril de 2008, a receita do varejo cresceu 13%. O crescimento se explica pela Páscoa, que passou para abril deste ano, puxando o aumento das vendas. Nos quatro primeiros meses do ano, o comércio varejista acumula crescimento de 4,5%, enquanto a receita subiu 10,6% no período. Nos últimos 12 meses, a expansão foi de 7,1%, enquanto a receita cresceu 13,4%.


Para o coordenador da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto, Nilo Lopes de Macedo, as vendas do setor foram afetadas pela crise econômica e vêm se mantendo estáveis, mas em patamar bem inferior ao que era verificado até setembro de 2008, período em que a crise mundial se agravou. Para Macedo, o comércio vai se manter em um nível de vendas inferior no curto prazo.


Os economistas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) destacam que, apesar da desaceleração constatada em abril, os resultados ainda são positivos para o setor. “Os resultados para 2009 deverão ser favoráveis, contudo, não devem repetir o crescimento de 2008. Esperamos um crescimento do volume de vendas do varejo entre 4% e 4,5% em 2009” destaca Marianne Lorena Hanson, da Divisão Econômica da CNC. Para ela, os resultados de abril apontam para uma tendência de desaceleração lenta das vendas do varejo. “Além da queda de 0,2%, o resultado de março foi revisado para -0,5%, somando uma pequena retração em dois meses seguidos. No resultado acumulado em 12 meses, essa desaceleração fica mais evidente. O comércio vinha crescendo cerca de 10% ao ano antes da crise. Já em abril, o crescimento acumulado em 12 meses foi de 7,1%. Apesar da desaceleração, o resultado ainda é bom”.


O chamado comércio varejista ampliado, que inclui as vendas de veículos e materiais de construção, registrou recuo de 4% nas vendas em abril em relação ao mês anterior, enquanto a receita caiu 4,5%. O IBGE atribui o desempenho negativo justamente a esses dois setores extras, que tiveram vendas menores. “Houve queda porque a redução do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) ocorreu em meados de abril, ou seja, não pegou o mês cheio. O crédito também estava mais caro e curto no mês, o que melhorou a partir de maio”, explica Carlos Thadeu de Freitas, chefe da Divisão Econômica da CNC. Marianne Hanson complementa: “No caso dos automóveis, os incentivos fiscais fizeram com que os consumidores antecipassem suas compras para tirar proveito do efeito temporário de redução de preços. Com a prorrogação da medida, é natural que esse efeito se dissipe ao longo do tempo. Por outro lado, quanto à redução do IPI para linha branca, os resultados do IBGE para abril ainda não captarão totalmente esse efeito, que deve ficar mais evidente nos dados de maio”.


Só duas das oito atividades do varejo cresceram na comparação entre abril e março. O grupo Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo registrou crescimento de 0,8%, enquanto o grupo Equipamentos e Material para Escritório, Informática e Comunicação registrou alta de 8,9% nas vendas. As principais quedas foram registradas em Combustíveis e Lubrificantes (-0,8%) e Tecidos, vestuário e calçados (-1,7%).


As vendas cresceram em 16 Estados brasileiros em abril em relação a março, com os principais acréscimos em Alagoas (3,4%), Roraima (3,2%) e Sergipe (3%). Houve queda nas vendas em 11 Estados, entre eles Rondônia (-7,6%) e Tocantins (-2,1%).

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