Comércio está otimista com o Dia das Mães, mesmo com consumidor cauteloso

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O Dia das Mães, a ser comemorado no próximo domingo, dia 10 de maio, gera expectativas otimistas de vendas nos comerciantes de todo o País, mesmo com a possibilidade de o consumidor estar mais cauteloso com as compras. Federações de todo o país traçam cenários positivos de vendas para a data, considerada a de maior movimento para o Comércio depois do Natal.

O Dia das Mães, a ser comemorado no próximo domingo, dia 10 de maio, gera expectativas otimistas de vendas nos comerciantes de todo o País, mesmo com a possibilidade de o consumidor estar mais cauteloso com as compras. Federações de todo o país traçam cenários positivos de vendas para a data, considerada a de maior movimento para o Comércio depois do Natal. A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre eletrodomésticos pode estimular as vendas e influenciar no faturamento.

 

Sondagem do Consumidor da Fundação Getulio Vargas (FGV), realizada em abril, indica uma postura mais cautelosa dos consumidores com os gastos em presentes do que no mesmo período dos dois anos anteriores. Em relação ao ano passado, a parcela dos que pretendem gastar mais reduziu-se de 14,0% para 9,7% do total, e a dos que projetam gastar menos elevou-se de 28,0% para 32,9%.

 

A tendência à contenção de gastos ocorre em três das quatro faixas de renda, sendo mais acentuada entre os consumidores de menor poder aquisitivo. Das famílias consultadas com renda até R$2.100,00 mensais, 44,8% pretendem gastar menos este ano (36,8% no ano passado), enquanto na faixa de renda mais alta – superior a R$9.600,01 – essa proporção é de 23,5% (19,3% em 2008). O preço médio projetado para os presentes do Dia das Mães em 2009 é 2,9% inferior ao da mesma época do ano anterior.

 

Por outro lado, recentes pesquisas divulgadas pelas federações de comércio de todo o país  mostram um cenário positivo para as vendas que antecedem o Dia das Mães. Pesquisa da Fecomercio-RJ com 628 consumidores na região metropolitana do Rio de Janeiro constata que quase 80% dos entrevistados têm a intenção de comprar presentes para o próximo dia 10. Com o aumento na intenção de presentear e a manutenção do ticket médio serão injetados, aproximadamente, R$ 283 milhões no comércio da região metropolitana do Rio, R$ 44 milhões a mais que no mesmo período do ano passado. Os empresários da Região Metropolitana do Rio de Janeiro esperam faturar 11,6% a mais do que no mesmo período do ano passado, rgstra a federação. Os setores mais otimistas são de calçados e bolsas, perfumaria, cosméticos e utensílios para o lar. A grande maioria dos empresários consultados (87,7%) já fez ou está fazendo preparativos para atrair o consumidor, percentual um pouco acima  dos 85,4%, apurados em 2008.

 

Ao contrário do que indica a FGV, os gaúchos não estão pretendendo economizar com a data, seja em presentes ou em confraternizações. Pesquisa realizada pela Fecomercio-RS em cidades de 11 regionais do Estado, com mais de 4 mil consumidores, indica que a maioria (66,5%) pretende comprar ou já comprou presente, enquanto que 23,1% das pessoas disseram que não e 10,4% ainda não decidiram.

 

De acordo com a sondagem da Fecomercio-MG, 84% dos empresários de Belo Horizonte apostam em repetir este ano o desempenho de 2008, ou superá-lo. A despeito de o número ser mais conservador que o apurado no ano anterior (99%), nota-se que a data não perdeu seu peso comercial para o varejo. A expectativa para o Dia das Mães, segundo 41,4% dos entrevistados, é que as vendas serão melhores que em 2008 e para 42,8% serão iguais. Isso indica um sentimento de otimismo e confiança na força comercial da data.

 

O faturamento do comércio de Caruaru, em Pernambuco, não deverá ser afetado pela atual instabilidade da economia, registra a Fecomercio-PE. Dos consumidores entrevistados pela entidade, 86% pretendem comprar presentes, contra 79% no ano passado. Peças de vestuário deverão ser os presentes mais comprados, citados por 31,5% dos consumidores. Os eletroeletrônicos, com predominância de eletrodomésticos e celulares, ficaram em segundo lugar, com 22,5% das indicações de compra.

 

Redução do IPI

 

A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre eletrodomésticos é outro fator que pode contribuir para o faturamento dos lojistas. A redução do imposto para a linha branca (geladeiras, fogões, tanquinhos e máquinas de lavar) é um fator novo no atual cenário econômico, avalia Fábio Bentes, da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). “Vai haver uma ajuda nas vendas, já que os empresários podem repassar a redução do imposto para o preço final dos produtos”, diz. A recuperação do crédito também é um bom sinal para os comerciantes. “Em 2008, as vendas desses produtos já estavam crescendo em ritmo forte, até que, no último trimestre do ano, pioraram. Mas, com o aumento gradual do crédito e a queda do câmbio que estamos verificando desde o início de 2009, os preços dos produtos podem cair”.

 

Fábio Pina, economista da Fecomercio-SP, acredita que a redução do IPI seja um estímulo ao consumidor, que terá a oportunidade comprar um bem mais durável, seja para presentear ou adquirir novos eletrodomésticos para si próprio. “É como se fosse um prêmio. O setor é grande e pode influenciar nos resultados finais. Mas ainda assim acredito que os resultados podem variar entre -2,55% e +2,5%, em São Paulo”.

 

Vamberto Santana, economista da Fecomercio-PR, concorda com a opinião sobre a influência do IPI nas vendas. “As condições para que a população adquira mais produtos da chamada linha branca é muito grande, e pode gerar comprar adicionais”. Santana explica: ao comprar um fogão, o consumidor pode adquirir, por exemplo, produtos de culinária. Outro fator que pode alavancar as vendas no Paraná é o salário-mínimo diferenciado – o aumento para seis faixas salariais, que vão de R$ 605,52 a R$ 629,65, beneficia diretamente 174 mil empregados domésticos, no comércio e em atividades rurais, entre outras categorias. Do Rio de Janeiro, o economista Gabriel Santini, da Fecomercio-RJ, endossa as expectativas. “O consumidor pode até, devido à atual redução do índice de desemprego no Estado, adquirir produtos à vista, sobretudo da linha branca, mais acessíveis para este tipo de negócio.” 

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