Parlamento do Mercosul debaterá crise financeira mundial

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A crise financeira internacional deverá ser o principal tema em discussão – o chamado “debate proposto” – na próxima sessão do Parlamento do Mercosul, nos dias 3 e 4 de novembro, em Montevidéu. A previsão foi feita pelo presidente do Parlamento, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), durante entrevista telefônica concedida à Agência Senado nesta quinta-feira (23).


Durante reunião concluída na quarta-feira (22), da qual participou Rosinha, a Mesa Diretora aprovou uma nota por meio da qual expõe sua “grande preocupação com a grave crise financeira internacional”.

A crise financeira internacional deverá ser o principal tema em discussão – o chamado “debate proposto” – na próxima sessão do Parlamento do Mercosul, nos dias 3 e 4 de novembro, em Montevidéu. A previsão foi feita pelo presidente do Parlamento, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), durante entrevista telefônica concedida à Agência Senado nesta quinta-feira (23).


Durante reunião concluída na quarta-feira (22), da qual participou Rosinha, a Mesa Diretora aprovou uma nota por meio da qual expõe sua “grande preocupação com a grave crise financeira internacional”. Embora a crise tenha nascido a partir de problemas ocorridos no sistema financeiro norte-americano, como aponta o documento, as dificuldades econômicas espalharam-se pelo mundo e já afetam os países do Mercosul, apesar dos esforços promovidos no bloco pelo equilíbrio das contas públicas.


Ainda por meio da nota, a Mesa Diretora expressa seu entendimento de que “a superação definitiva da atual crise demandará uma profunda revisão do sistema financeiro internacional, que deverá atuar, no futuro, com sólida e consistente regulamentação mundial”.


Representatividade


Ao abrir a última reunião da Mesa Diretora, em Montevidéu, Rosinha colocou em debate o tema da representatividade no Parlamento dos países que integram o Mercosul. Ele informou que a representação brasileira é favorável à aprovação, ainda neste ano, de um critério de representatividade que garanta maior número de assentos para os países que contem com maiores populações.


Segundo o deputado, a representação argentina – embora não estivesse presente à reunião – também tem demonstrado posição favorável à adoção do critério de representatividade. Durante o encontro, o representante uruguaio, deputado Roberto Conde, disse que a proposta se encontra em debate no seu país. Mas a delegação paraguaia ainda se recusa a discutir o tema e só deverá dizer se aceita ou não debater a representatividade no início de novembro.


O Paraguai foi o primeiro país do bloco a eleger diretamente seus representantes no Parlamento do Mercosul. Foram escolhidos 18 parlamentares, mesmo número de representantes com os quais contam atualmente Argentina, Brasil e Uruguai. A Venezuela, membro em fase de adesão, tem nove parlamentares sem direito a voto.


Caso a representação paraguaia se recuse de forma definitiva a debater a representatividade, disse o presidente do Parlamento, estarão em risco as próprias eleições para a escolha de parlamentares brasileiros, marcadas para 2010.


– O Brasil não terá como eleger somente 18 parlamentares – alertou Rosinha.


 

Agência Senado, 23 de outubro de 2008.

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