Governo e oposição se mobilizam para analisar a MP 442/08 editada para combater os reflexos da crise financeira mundial, principal matéria em análise no Plenário após o segundo turno das eleições municipais. A medida facilita o socorro do Banco Central às instituições financeiras de pequeno porte e a liquidez para as empresas de leasing, entre outros pontos.
O Executivo editou a MP no início deste mês para que o Brasil reforce os instrumentos de proteção de sua economia, diante do agravamento da crise financeira iniciada nos Estados Unidos e espalhada para o mundo todo.
Governo e oposição se mobilizam para analisar a MP 442/08 editada para combater os reflexos da crise financeira mundial, principal matéria em análise no Plenário após o segundo turno das eleições municipais. A medida facilita o socorro do Banco Central às instituições financeiras de pequeno porte e a liquidez para as empresas de leasing, entre outros pontos.
O Executivo editou a MP no início deste mês para que o Brasil reforce os instrumentos de proteção de sua economia, diante do agravamento da crise financeira iniciada nos Estados Unidos e espalhada para o mundo todo. A MP recebeu 74 sugestões de emendas.
Sugestões da oposição
O líder do PT, deputado Maurício Rands (PE), elogiou os esforços da Câmara para dar prioridade à MP 442 e disse que sugestões da oposição para melhorar o texto serão bem-vindas. A Medida Provisória permite que o Banco Central compre as carteiras de crédito de instituições financeiras. “Isso dá um ‘colchão’ de proteção às instituições financeiras menores, que hoje só podem fazer o redesconto com grandes bancos.”
Rands considera que o governo deve estar aberto a incorporar sugestões da oposição. “O Congresso amadureceu a percepção sobre a gravidade da crise e criamos um clima que permite que o Legislativo brasileiro esteja pronto para votar de imediato, sem pauta trancada, qualquer medida necessária a garantir a proteção da economia brasileira”, argumentou.
O líder do PSDB, deputado José Aníbal (SP), reconhece a relevância e a urgência da medida provisória, mas quer alterá-la. “O que vamos fazer é discutir e sintonizá-la com a preocupação das pessoas, das empresas, dos trabalhadores sobre a crise. É a Câmara agindo sobre o que interessa ao país e à sociedade”, ressaltou.
Vice-líder do Democratas, o deputado José Carlos Aleluia (BA) também não admite a aprovação do texto original da MP. “Essa MP tem a ver com a crise, e nós queremos, evidentemente, aprová-la. Mas não podemos deixar o texto do governo, que simplesmente salva os banqueiros e acionistas que tiveram altos lucros, e deixa o povo pagar a conta. Portanto, nós queremos punição para os diretores de bancos. Queremos que os acionistas dos bancos tenham prejuízo, percam dinheiro, porque ganharam muito na especulação”, argumentou.
Aleluia disse reconhecer a importância do setor bancário, inclusive na geração de empregos, mas ressaltou que salvar bancos não significa dar lucro especulativo para banqueiros e acionistas.