O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) elogiou a iniciativa da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e do Sistema CNC/Sesc/Senac em promover o Seminário Internacional Financiamento do Ensino Superior. “Parabenizo a preocupação com a discussão do tema, que merece cada vez mais destaque nos dias de hoje. A iniciativa do Sistema CNC na área técnica, de ensino médio, também é interessante; o que nos falta é voltar os olhos para a educação de base”, destacou o senador.
Na parte da tarde, os trabalhos do seminário tiveram coordenação do deputado Gastão Vieira.
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) elogiou a iniciativa da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e do Sistema CNC/Sesc/Senac em promover o Seminário Internacional Financiamento do Ensino Superior. “Parabenizo a preocupação com a discussão do tema, que merece cada vez mais destaque nos dias de hoje. A iniciativa do Sistema CNC na área técnica, de ensino médio, também é interessante; o que nos falta é voltar os olhos para a educação de base”, destacou o senador.
Na parte da tarde, os trabalhos do seminário tiveram coordenação do deputado Gastão Vieira. Ka Ho Mok, da Universidade de Hong Kong, afirmou que a privatização do ensino superior na Ásia Oriental tornou-se uma ideologia adotada pela maioria dos países. Nos chamados tigres asiáticos (Coréia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Singapura), investe-se em torno de 4% do PIB em educação, mas a ecucação pública responde por cerca de apenas 20% do orçamento total dos países. “O objetivo é tornar a educação não apenas um bem público, mas transformá-la em uma commodity, que pode ser muito útil no mercado”, destacou. Ana Fanelli, da Universidade de Buenos Aires, ainda apresentou o painel Dilemas do Financiamento Público na América Latina. Segundo a pesquisadora, mais de 70% das matrículas de ensino superior no Brasil e no Chile são de universidades privadas.
As professoras Clarissa Baeta Neves (UFRS) e Elisabeth Balbachevsky (USP) fecharam o evento, traçando um grande mosaico sobre os conteúdos explanados. “Internacionalmente, o financiamento do ensino superior é usado como ferramenta de política pública para, de alguma forma, orientar o desenvolvimento da universidade para repostas que a sociedade e o Estado buscam. Isso é praticamente desconhecido no Brasil”, destacou Clarissa. “Lá fora, a instituição tem mais autonomia para se adaptar às oportunidades e recursos que possui; ao mesmo tempo, existe um movimento que valoriza uma avaliação centrada nos resultados que a instituição, seja pública ou privada, produz, como número de concluintes, a sua empregabilidade e o impacto das pesquisas nas economias regionais e nacionais”, completou Elisabeth.
O deputado João Matos, presidente da Comissão de Educação da Câmara, acaba de encerrar o seminário, anunciando o próximo e último evento do 2º ciclo de Seminários Internacionais Educação do Século XXI: o seminário Fronteiras do Ensino Profissional, a se realizar em 10 de novembro, também na Câmara dos Deputados, em Brasília.