Autonomia das instituições, responsabilidade dos governos e corporatização são debatidos em seminário

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A autonomia gerencial nas instituições públicas de ensino superior pode se tornar um mecanismo de eficiência, aproximando as instituições da realidade socioeconômica do seu país. A idéia é de Pedro Teixeira, da Universidade do Porto (Portugal), que apresentou a palestra Estratégias de financiamento da Educação Superior: panorama mundial dos dilemas e das alternativas. “Em todos os países existem especificidades, e a grande questão que se coloca hoje, em todo o mundo, é a pressão para expandir que os sistemas de ensino atravessam.

A autonomia gerencial nas instituições públicas de ensino superior pode se tornar um mecanismo de eficiência, aproximando as instituições da realidade socioeconômica do seu país. A idéia é de Pedro Teixeira, da Universidade do Porto (Portugal), que apresentou a palestra Estratégias de financiamento da Educação Superior: panorama mundial dos dilemas e das alternativas. “Em todos os países existem especificidades, e a grande questão que se coloca hoje, em todo o mundo, é a pressão para expandir que os sistemas de ensino atravessam. Essa expansão se dá por motivos de natureza política, econômica e ainda pelo ponto de vista pessoal, do aluno, relativo à expectativa de emprego. A questão é: como financiar esta expansão? Como permitir que todas as aspirações sejam preenchidas de forma adequada, ou seja, com ensino adequado e continuado, permitindo a autonomia gerencial?”, questionou.


De acordo com Teixeira, na gestão autônoma, os sistemas de avaliação passam a ter mais importância, para garantir informação adequada sobre a qualidade do ensino. “Quanto mais autonomia, mais concorrência, mais liberdade. Assim, é mais importante o papel do Estado no sentido de garantir a informação sobre a qualidade do ensino superior”, disse.


Governos


Já Ben Jongbloed, da Faculdade de Administração da Universidade de Twente (Holanda), a autonomia das universidades não deve desobrigar os governos de sua responsabilidade em relação ao ensino superior. O especialista apresentou o painel Estratégias de financiamento da Educação Superior na Comunidade Européia: comparando experiências nacionais. Segundo ele, o papel de subsidiar as diretrizes do ensino de terceiro grau deve continuar nas mãos dos governos, para estabelecer incentivos para pesquisa e promover o acesso às instituições. Para Jongbloed, a combinação de recursos públicos e privados no financiamento ensino superior também é uma alternativa atual. “O capital privado pode financiar pesquisas”, afirmou Jongbloed.


Corporatização


Ka Ho Mok, da Universidade de Hong Kong (China), destacou em sua participação no seminário que, nos últimos 10 anos, o ensino superior na Ásia tem passado por um processo de “corporatização”, termo que usou para definir o perfil das instituições de ensino que passaram a adotar estratégias de mercado. “Devemos usar o mercado como uma ferramenta para tornar as instituições melhores que devem pensar como corporações. O mercado é a melhor das estratégias para reformar o setor educacional”, afirmou.


O seminário de hoje faz parte da 2ª edição do ciclo de seminários internacionais Educação no Século XXI – Modelos de Sucesso, promovido pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados em parceria com o Sistema CNC/Sesc/Senac.

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