Debates sobre segurança alimentar e ética encerram Seminário Mesa Brasil Sesc

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No último bloco de conferências do Seminário Mesa Brasil Sesc – Segurança Alimentar e Nutricional: Desafios e Estratégias, dois temas foram apresentados aos cerca de 350 participantes: A Dimensão Social da Segurança Alimentar e Fome, Ética e Políticas Assistenciais.


Do primeiro grupo participaram a superintendente-executiva do Instituto Unibanco, Wanda Engel, o secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, Paul Singer, e o assessor especial do BNDES Ricardo Henriques.

No último bloco de conferências do Seminário Mesa Brasil Sesc – Segurança Alimentar e Nutricional: Desafios e Estratégias, dois temas foram apresentados aos cerca de 350 participantes: A Dimensão Social da Segurança Alimentar e Fome, Ética e Políticas Assistenciais.


Do primeiro grupo participaram a superintendente-executiva do Instituto Unibanco, Wanda Engel, o secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, Paul Singer, e o assessor especial do BNDES Ricardo Henriques. A probabilidade de programas de assistência social, como o Mesa Brasil Sesc, oferecer às famílias mais do que simples proteção, proporcionando o acesso a capacitação profissional e mercado de trabalho, por exemplo, foi defendida pela executiva do Unibanco, Wanda Engel, que acredita que o projeto comandado pelo Sesc provoque um impacto importante à sociedade. Ela defende que os governos ampliem as ações deste universo. “Gasto social precisa ser encarado como o que ele, de fato, é: investimento”, afirmou. Singer, do Ministério do Trabalho, complementou a opinião da executiva do Unibanco afirmando que o Brasil possui um número significativo de programas de assistência, que, entretanto, nem sempre são bem utilizados pela população por falta de conhecimento das sociedades a que eles se destinam. “É preciso fazer a ponte entre os diversos atores sociais: governos Federal, estaduais e municipais e a população carente”, afirmou, com uma ressalva: “Além da preocupação distributiva, o Brasil precisará fazer também uma revolução agrícola”. A importância da integração das políticas sociais para a diminuição dos índices de desigualdade do país foi tema da palestra de Ricardo Henriques, do BNDES, para quem o Mesa Brasil Sesc poderia ser o grande agente de uma grande articulação nacional capaz de integrar as diversas redes particulares existentes no país.


Danilo de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo, e Frei Beto debateram o último tema do evento: Fome, Ética e Políticas Assistenciais. As dimensões do Mesa Brasil Sesc, classificado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como modelo de projeto no país, foram citadas por Danilo Miranda para mostrar que o projeto de combate à fome e ao desperdício de alimentos do Sesc Nacional não é meramente assistencialista. “Mais do que levar a populações carentes o excesso de alimentos produzidos nas regiões, todos sempre em condições de consumo, o Mesa Brasil Sesc tem um viés importantíssimo, o da Educação. As instituições beneficentes recebem cursos e palestras sobre higiene, conservação e preparo de refeições e, ainda, orientações sobre formas de evitar o desperdício”, afirmou Danilo. A última conferência do Seminário foi proferida pelo escritor Carlos Alberto Christo, o Frei Beto, que reconheceu a importância da contribuição do Mesa Brasil Sesc para o Fome Zero, programa do governo federal com objetivos similares aos do Serviço Social do Comércio, do qual frei Beto participou nos anos de 2003 e 2004.

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