Ainda na manhã do segundo dia do Seminário Mesa Brasil Sesc, o embaixador Jorio Dauster Magalhães e Silva, da Brasil Ecodiesel, proferiu palestra sobre O papel do Biodiesel no Desenvolvimento Brasileiro. “Há alternativas para a luta entre a produção de energia e a de alimentos”, iniciou ele, citando as diversas fontes de energia utilizadas para a produção do combustível alternativo e a sua utilização por locais como os Estados Unidos (soja) e a União Européia (canola e o girassol).
Ainda na manhã do segundo dia do Seminário Mesa Brasil Sesc, o embaixador Jorio Dauster Magalhães e Silva, da Brasil Ecodiesel, proferiu palestra sobre O papel do Biodiesel no Desenvolvimento Brasileiro. “Há alternativas para a luta entre a produção de energia e a de alimentos”, iniciou ele, citando as diversas fontes de energia utilizadas para a produção do combustível alternativo e a sua utilização por locais como os Estados Unidos (soja) e a União Européia (canola e o girassol). Dauster citou a diminuição, no exterior, do plantio de outras culturas para dar lugar a plantações voltadas para a produção de combustível, e defendeu, no Brasil, o cultivo da mamona e do pinhão manso, que não interferem na produção de alimentos, que são tóxicos e não podem ser ingeridos, e ainda possuem a vantagem de poder ser plantados em regiões onde outras culturas não se desenvolvem, como o Nordeste. “O potencial de inclusão social destes produtos é muito grande, sobretudo porque permitem o desenvolvimento de uma agricultura familiar, diminuindo ou eliminando a dependência por programas de transferência de renda, como o Bolsa Família”, concluiu.
O Comércio Internacional e a Oferta de Alimentos foi o tema abordado pela professora da Escola de Economia da Universidade Federal Fluminense, Marta Castilho, que se definiu como uma “pessimista” na questão da crise dos alimentos por conta dos diferentes impactos que ela provoca. “Quanto mais pobre é a população, maior é o seu gasto com alimentação. Nestes países, os prejuízos com a importação de alimentos serão maiores”, disse. Para ela, o Brasil tem mais benefícios do que prejuízos, dado o volume da produção nacional: “A questão principal, aqui, é o acesso aos alimentos pela população”, finalizou.
Maurício Vasconcellos, do IBGE, centrou a sua palestra na questão do desperdício dos alimentos, ressaltando que este é um fator que não pode ser mensurado no país por falta de dados e pesquisas. Ele citou as diversas etapas que geram desperdício, como a comercialização e os estoques domiciliares (perda de qualidade ou vencimento do prazo da validade) e a preparação e o consumo (resíduos), e defendeu a criação de métodos para mensurar a real perda de alimentos do país.