Inflação de alimentos causa reação global

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Folha de São Paulo   Editoria: Dinheiro    Página: B-1


Líderes de diferentes regiões colocaram ontem a disparada no preço dos alimentos no centro das prioridades globais.


E tentam articular alguma forma de ação conjunta, que, se concretizada, pode ter repercussões importantes no Brasil, um dos principais produtores de alimentos do mundo.

Folha de São Paulo   Editoria: Dinheiro    Página: B-1


Líderes de diferentes regiões colocaram ontem a disparada no preço dos alimentos no centro das prioridades globais.


E tentam articular alguma forma de ação conjunta, que, se concretizada, pode ter repercussões importantes no Brasil, um dos principais produtores de alimentos do mundo. O país também sofre com a inflação mais alta, mas lucra com o aumento de preço das commodities que exporta.


Segundo a ONU e ONGs de ajuda humanitária, a alta de alimentos já ameaça ganhos no combate à fome nos últimos anos, o que levou o premiê britânico, Gordon Brown, a pedir que o G8 (grupo dos países mais industrializados e a Rússia) discuta o assunto.


O álcool combustível, prioridade do agronegócio brasileiro, é visto por alguns como vilão da cena porque o uso do milho para a fabricação de etanol nos EUA é um dos principais responsáveis pela inflação alimentar, ao tirar terra de outros cultivos, reduzindo sua oferta.

A alta dos alimentos ocorre ainda num momento de crise financeira e retração do crédito, mas os bancos centrais temem cortar juros para elevar a liquidez, pois isso pode alimentar ainda mais a inflação.


Com países emergentes superpopulosos como China e Índia consumindo cada vez mais alimentos, analistas vêem pouca chance de queda dos preços no curto prazo.


 


 


 

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