Confiança do consumidor dispara

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Jornal do Commercio    Editoria: Economia    Página: A-3


Impulsionado pelo bom momento da economia e pelo aumento na intenção de compras para os próximos meses, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) disparou em março, com alta de 3,5% ante fevereiro. No mês passado, a taxa havia registrado queda de 0,4%. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que divulgou nesta quinta-feira o indicador, o nível de confiança do consumidor em março foi o maior da série histórica, iniciada em setembro de 2005.

Jornal do Commercio    Editoria: Economia    Página: A-3


Impulsionado pelo bom momento da economia e pelo aumento na intenção de compras para os próximos meses, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) disparou em março, com alta de 3,5% ante fevereiro. No mês passado, a taxa havia registrado queda de 0,4%. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que divulgou nesta quinta-feira o indicador, o nível de confiança do consumidor em março foi o maior da série histórica, iniciada em setembro de 2005.


A pesquisa abrange amostra de mais de 2 mil domicílios, com entrevistas feitas entre os dias 3 e 24 deste mês, em sete capitais. Para a FGV, o apetite por compras do consumidor reflete a crescente demanda no mercado interno e a atual boa oferta de crédito. Mas o resultado do ICC, um exemplo de que o brasileiro está comprando como nunca e pretende comprar mais, não pode ser usado como sinal de um futuro “choque de preços” na inflação, na avaliação do coordenador de Análises Conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia da fundação (Ibre/FGV), Aloísio Campelo.


Para Campelo, a indústria tem feito investimentos suficientes para atender ao aumento no poder de consumo do brasileiro. O economista lembrou os recentes resultados da Sondagem da Indústria da Transformação, que mostram as indústrias com projeções de investimentos pesados em aumento na capacidade de produção para os próximos meses. “A indústria parece estar capacitada para encarar esse aumento da demanda”, afirmou.


Porém, classificou como “surpreendente” o avanço da confiança para um mês de março, conhecido historicamente por ser de segurança em baixa, entre os consumidores. A pesquisa mostrou que, no terceiro mês do ano, o consumidor não parece mais tão preocupado com uma escalada da inflação, como estava no ano passado – época em que os alimentos mais caros derrubaram o ICC por vários meses, principalmente entre os consumidores de baixa renda.


Renda


Além disso, é possível perceber que, pelos dados do levantamento, o brasileiro tem visto melhoras no mercado de trabalho e em seu poder aquisitivo (devido ao aumento da renda). “Para o brasileiro, a economia “vai bem, obrigado””, afirmou Campelo.


A analista da consultoria Tendências, Ariadne Vitoriano, também é da mesma opinião. “O crescimento do otimismo do consumidor deve-se ao bom desempenho do mercado de trabalho, que tem mostrado expansão da renda e do emprego, e também da menor pressão inflacionária”, afirmou. Esse cenário favorável afetou tanto as respostas sobre o presente, quanto as projeções para o futuro.


O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual (ISA), que subiu 5,2% em março, em comparação com a queda de 3% em fevereiro; e o Índice de Expectativas (IE), que teve alta de 2,6% em março, ante aumento de 1,1% em fevereiro.


Entre as perguntas feitas sobre a situação atual, subiu de 16,9% para 19%, de fevereiro para março, a parcela dos entrevistados que consideram boa a situação econômica da cidade em que residem. Já no caso das respostas sobre o futuro, aumentou de 21,4% para 24,4% o percentual de pesquisados que prevêem maior quantidade de compras de bens duráveis, nos próximos meses. “Aparentemente, não há sinais de que o consumidor esteja esgotando sua capacidade de compras”, afirmou.


 


 


 

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