Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-3
O ritmo forte das importações tem derrubado o superávit da balança comercial brasileira em 2008. O saldo acumulado no ano, até o dia 16 de fevereiro, é de apenas US$ 2 bilhões, queda de 53,1% em relação ao igual período do ano passado, quando o superávit totalizou US$ 4,27 bilhões. As importações somaram US$ 17,43 bilhões, com média diária de US$ 562,2 milhões e alta de 42,2%. Por outro lado, o ritmo de expansão das exportações tem sido bem menor.
Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-3
O ritmo forte das importações tem derrubado o superávit da balança comercial brasileira em 2008. O saldo acumulado no ano, até o dia 16 de fevereiro, é de apenas US$ 2 bilhões, queda de 53,1% em relação ao igual período do ano passado, quando o superávit totalizou US$ 4,27 bilhões. As importações somaram US$ 17,43 bilhões, com média diária de US$ 562,2 milhões e alta de 42,2%. Por outro lado, o ritmo de expansão das exportações tem sido bem menor. As vendas externas somam US$ 19,43 bilhões no ano, com média diária de US$ 626,8 milhões e incremento de 20,3%.
Na terceira semana de fevereiro, encerrada no sábado, o superávit comercial foi de US$ 321 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,37 bilhões e importações de US$ 3,05 bilhões. No acumulado do mês, com nove dias úteis, o saldo comercial totaliza US$ 1,06 bilhão, 27,1% menor que a média diária registrada em fevereiro de 2007.
As vendas externas no mês somam US$ 6,15 bilhões com média diária de US$ 683,7 milhões e crescimento de 21,5%. As importações acumulam US$ 5,10 bilhões este mês, com média diária de US$ 566,2 milhões e expansão de 40,9% em relação à média de fevereiro de 2007.
Segundo os dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as vendas de semimanufaturados este mês subiram 31,9%, por conta de óleo de soja em bruto, ferro fundido, semimanufaturados de ferro e aço e celulose.
Os embarques de básicos aumentaram 24,4%, puxados principalmente, por carne de frango e suína, milho em grão, farelo de soja, minério de cobre, minério de ferro, café em grão e petróleo em bruto. As exportações de manufaturados cresceram 16,7%, em razão de gasolina, suco de laranja congelado, chassis com motor, aviões, álcool etílico, motores e geradores, máquinas e aparelhos para terraplanagem, calçados, pneumáticos e tratores.
As importações, no comparativo com fevereiro do ano passado, aumentaram os gastos, principalmente, com cereais e produtos de moagem, siderúrgicos, adubos e fertilizantes, cobre e suas obras e automóveis.