Emprego industrial tem a maior alta desde 2001

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Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro Página: B-4 


O emprego na indústria cresceu 2,2% em 2007. Foi o melhor desempenho do mercado de trabalho do setor desde 2001, quando teve início a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do IBGE. Medido pela folha de pagamento, o rendimento também teve bom resultado e subiu 5,4%, maior taxa desde 2004 (9,7%). “Os dados refletem o dinamismo da atividade industrial em 2007”, diz Denise Cordovil, economista da coordenação de Indústria do IBGE.

Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro Página: B-4 


O emprego na indústria cresceu 2,2% em 2007. Foi o melhor desempenho do mercado de trabalho do setor desde 2001, quando teve início a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do IBGE. Medido pela folha de pagamento, o rendimento também teve bom resultado e subiu 5,4%, maior taxa desde 2004 (9,7%). “Os dados refletem o dinamismo da atividade industrial em 2007”, diz Denise Cordovil, economista da coordenação de Indústria do IBGE.


No ano passado, a produção do setor subiu 6%.


Em dezembro, o contingente de ocupados na indústria, porém, caiu 0,5% na comparação livre de influências sazonais com novembro e interrompeu uma seqüência de cinco taxas positivas.


Mais uma vez, acompanhou a produção, que recuou 0,6% nessa base comparativa. Em relação a dezembro de 2006, o emprego cresceu 3,5%.


Segundo Cordovil, os ramos que lideraram a produção foram os mesmos que impulsionaram o emprego no setor. Os destaques ficaram com máquinas e equipamentos (7%), meios de transporte (7,7%), produtos de metal (7,3%) e alimentos/bebidas (4,0%).


Outros ramos que também demandam muitos trabalhadores, porém, não foram tão bem. É o caso de calçados e artigos de couro (-7,3%), madeira (-5,7%) e vestuário (-3,7%). Todos foram afetados pelo câmbio, que ampliou a concorrência de importados e reduziu a competitividade da exportação.


Regionalmente, São Paulo foi o Estado onde a indústria mais contratou -as vagas cresceram 3,5%. Também tiveram bom desempenho Paraná (3,1%), região Nordeste (1,4%) e Minas Gerais (1,5%). As 14 áreas pesquisadas registraram expansão do emprego -a variação mais modesta foi no Rio Grande do Sul (apenas 0,1%).


Segundo o Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), o resultado do emprego na indústria “deve ser considerado favorável”, embora não seja “brilhante”. A evolução recente do emprego -de setembro a dezembro- foi “muito mais dinâmica” do que no resto do ano.


Já a renda cresceu apoiada especialmente na expansão dos setores de meios de transporte (8,1%), produtos químicos (14,2%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (4,8%). Mais uma vez, São Paulo representou o principal impacto positivo em 2007, com crescimento de 4,7% da folha de pagamento.


De novembro para dezembro, a folha de pagamento caiu 3% na taxa livre de efeitos sazonais -é a segunda queda seguida. Na comparação com dezembro de 2006, houve alta de 6,8%, a maior desde dezembro de 2004 (10,7%).


 


 

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