Gazeta Mercantil Editoria: Nacional Página: A-4
A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) prevê desaceleração na inflação no município de São Paulo em fevereiro. A expectativa é de que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) encerre o mês em 0,30%. Em janeiro, o indicador subiu 0,52% e ficou abaixo da previsão de 0,63%. Para o ano, o coordenador do IPC, Márcio Nakane, mantém a projeção de alta de 4%.
O grupo alimentação foi a maior surpresa em janeiro e deve manter a trajetória de queda na taxa de variação neste mês, de acordo com o economista.
Gazeta Mercantil Editoria: Nacional Página: A-4
A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) prevê desaceleração na inflação no município de São Paulo em fevereiro. A expectativa é de que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) encerre o mês em 0,30%. Em janeiro, o indicador subiu 0,52% e ficou abaixo da previsão de 0,63%. Para o ano, o coordenador do IPC, Márcio Nakane, mantém a projeção de alta de 4%.
O grupo alimentação foi a maior surpresa em janeiro e deve manter a trajetória de queda na taxa de variação neste mês, de acordo com o economista. Nakane espera que os preços dos alimentos subam 0,39% em fevereiro, após alta de 1,04% no mês passado.
O recuo de 0,65% nos preços das carnes bovinas em janeiro contribuiu para a desaceleração do grupo alimentação. “Estamos observando o final dos choques de 2007. Desde a primeira quadrissemana de dezembro, quando apresentou alta de 9,47%, o item carnes vem desacelerando até fechar no mês passado em deflação”, diz.
Além disso, o economista esperava um cenário mais pessimista para os produtos in natura, que encerraram o mês com alta de 2,40%. “É difícil fazer previsão nesse caso (que depende de fatores climáticos). Houve alta, mas foi melhor do que o previsto.”
E tudo caminha para um cenário mais favorável para o grupo alimentação em fevereiro, segundo Nakane. Entre as últimas apurações de preços em janeiro e em dezembro, as carnes bovinas apresentam queda de 1,98% e podem sofrer impacto do embargo imposto pela União Européia (UE) para o produto brasileiro. No caso dos produtos in natura, a redução foi de 2,63%. Na mesma comparação, o preço do tomate, o grande vilão da inflação com alta de 36% na média do mês, está praticamente estável, em 0,80%.
Por outro lado, o grupo transportes deve apresentar aceleração em fevereiro. A previsão é de alta de 0,86% neste mês. Além do pagamento de IPVA e licenciamento, o grupo pode sofrer impacto de um reajuste na tarifa de metrô em São Paulo, ainda não confirmado, por volta de 4,2%.
Em janeiro, transportes apresentou a sexta desaceleração consecutiva, encerrando o mês em 0,29% – a menor taxa desde a segunda quadrissemana de novembro (0,13%). Segundo Nakane, o grupo foi influenciado pela redução do ritmo de alta do álcool. O combustível subiu 0,15% no mês passado, variação baixa para o período de entressafra de cana-de-açúcar. O preço da gasolina caiu 0,04%. “Por algum motivo, os produtores estão desovando os estoques”, comenta.
A projeção também é de aceleração para o grupo habitação. Nakane projeta uma variação altista de 0,19% em fevereiro, ante queda de 0,01% em janeiro. “Essa deflação deve-se à queda de 1,24% na energia elétrica”, diz. Neste mês, no entanto, a conta de luz do paulistano deve subir 0,23%, devido aos repasses de PIS/Pasep e Cofins. “A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) já informou as operadoras estaduais o percentual de repasse”, afirma.
Para despesas pessoais, a projeção é de alta de 0,10% em fevereiro, ante 0,80% em janeiro. A variação para o grupo saúde deve subir de 0,36% para 0,45%. Os preços de vestuário devem continuar em queda neste mês (–0,82%), após redução de 0,85% em janeiro. A expectativa é de que os gastos com educação subam menos (0,22%), ante alta de 4,39% anotada em janeiro devido ao início do ano letivo.