O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou, nesta quarta-feira, que a instituição vai tomar todas as medidas necessárias para que a trajetória da inflação seja consistente com as metas estabelecidas. “O Banco Central está atento e comprometido com o sistema de metas”, disse.
Segundo Meirelles, que participou de audiência pública conjunta promovida por seis comissões da Câmara e do Senado, o Banco Central está determinado a impedir que a alta dos preços no atacado seja repassada ao varejo.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou, nesta quarta-feira, que a instituição vai tomar todas as medidas necessárias para que a trajetória da inflação seja consistente com as metas estabelecidas. “O Banco Central está atento e comprometido com o sistema de metas”, disse.
Segundo Meirelles, que participou de audiência pública conjunta promovida por seis comissões da Câmara e do Senado, o Banco Central está determinado a impedir que a alta dos preços no atacado seja repassada ao varejo. Depois de apresentar uma série de números macroeconômicos relativos a 2007, o presidente ressaltou que a estabilidade econômica é pré-condição para que o País possa ter uma melhoria dos seus níveis sociais.
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu, em abril, 5,04% nos últimos 12 meses. A meta do Banco Central é de 4,5% para este ano e para o próximo. Mas a expectativa do mercado financeiro é que a inflação de 2008 alcance 5,2%. De acordo com Henrique Meirelles, boa parte da elevação dos preços em nível mundial foi gerada pelo aumento da demanda por alimentos e por matérias-primas nos países emergentes.
“A boa notícia é que o BC tem atuado a tempo e na hora”, disse. O órgão, segundo ele, tomou medidas preventivamente. “O cenário não nos surpreende e não vamos depois estar atrasados”, destacou.
Taxa de juros
Meirelles afirmou que 17 países aumentaram a taxa de juros nos últimos 12 meses para conter a inflação, e que no Brasil há um Banco Central sintonizado com as melhores práticas internacionais.
O deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) elogiou a exposição do presidente do Banco Central, mas não concordou com os argumentos de Henrique Meirelles sobre a necessidade de aumentar a taxa de juros para conter a inflação. “É uma pequena fração do conjunto de preços que vai ter impacto na taxa de juros. Poderíamos buscar outros mecanismos, choque de oferta, alguns instrumentos fiscais, diminuição da máquina pública. Aí certamente não precisaríamos aumentar a taxa de juros, que onera o setor produtivo”, avaliou Kaefer.
Henrique Meirelles disse que um aumento do superávit primário que levasse à redução da relação dívida pública/Produto Interno Bruto (PIB) teria efeitos positivos para a formação da taxa de juros ao longo do tempo. Mas, ressaltou que essa não é uma decisão que dependa do Banco Central e que o País considera outras prioridades, como os gastos públicos e os investimentos.
Segundo Meirelles, compete ao Poder Executivo e ao Congresso Nacional decidir quais as necessidades mais urgentes do Brasil no momento. No mês passado, o Banco Central aumentou os juros de 11,25% para 11,75% ao ano. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária, que vai decidir a nova taxa, está marcada para a semana que vem.