CCJ admite PEC que aumenta recursos da segurança pública

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou hoje, quanto à admissibilidade, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 27/07, do deputado Rodrigo de Castro (PSDB-MG), que destina mais recursos federais para os estados e municípios aplicarem em segurança pública.


A PEC será analisada agora por uma comissão especial a ser criada especificamente para esse fim.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou hoje, quanto à admissibilidade, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 27/07, do deputado Rodrigo de Castro (PSDB-MG), que destina mais recursos federais para os estados e municípios aplicarem em segurança pública.


A PEC será analisada agora por uma comissão especial a ser criada especificamente para esse fim. Depois, segue para o Plenário, onde precisa ser votada em dois turnos.


De acordo com o texto, 10% da arrecadação da União – subtraídas as transferências obrigatórias, como os fundos de participação – serão repassados para os estados empregarem em segurança, com ênfase nas ações de prevenção da criminalidade. A divisão será proporcional ao tamanho da população de cada ente federado.


A PEC determina ainda que 25% dos recursos recebidos pelos estados sejam transferidos para os municípios, também respeitando o critério populacional. A proposta estabelece que a não-aplicação dos recursos em segurança permitirá a União intervir nos estados e nos municípios.


A proposta também incluiu artigo no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias para impedir que a União retenha impostos cuja arrecadação já é repartida com estados e municípios, como o Imposto de Renda e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide sobre o ouro.


Fortalecimento

Segundo o deputado Rodrigo de Castro, a transferência de recursos da União para a área de segurança pública vai fortalecer a atuação dos estados e municípios no combate à violência. Ele ressaltou que os recursos repassados atualmente, principalmente os oriundos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) e do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), são insuficientes para atender à crise que atinge o País. Em 2007, por exemplo, estão reservados R$ 1,09 bilhão para os dois fundos, que são administrados pelo Ministério da Justiça.


Além disso, como lembrou Castro, muitas vezes esses recursos acabam

contingenciados, o que compromete as políticas de redução da violência. “Uma vez assegurados mais recursos para o incremento das ações na área de segurança, serão criadas as condições para o envolvimento da sociedade na solução desse grave problema”, disse Castro.


Agência Câmara, 18 de março de 2008.

 

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